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Imagens de trabalhadores em risco de acidente

Filipinos acusam patrões brasileiros de trabalho escravo

Eles vieram ao país em busca de emprego como domésticos.
Exploração teria acontecido em casas de alto padrão em SP e no RJ.

Filipinos que vieram para o Brasil em busca de empregos como domésticos afirmam que sofriam abusos de seus patrões. A exploração, segundo eles, acontecia em casas de alto padrão em São Paulo e no Rio de Janeiro. Eles dizem que às vezes não tinham nem comida.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, algumas filipinas chegaram a pagar R$ 7 mil a agências em troca de empregos como babás e vistos de trabalho por dois anos, o que caracteriza tráfico de pessoas.

A Defensoria Pública da União vai entrar com uma ação trabalhista contra os empregadores para exigir os direitos trabalhistas das filipinas, e também vai pedir o pagamento de danos morais, já que essas mulheres foram submetidas a trabalho escravo.

Assista a reportagem. Fonte: G1/Fantástico

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Documentário “Não respire, contém amianto” denuncia indústria no País

O Observatório do Amianto lançou hoje em Curitiba o documentário “Não respire, contém amianto”, que investiga a indústria do amianto no país. Uma exibição de lançamento e um debate com um dos diretores do longa, Carlos Juliano Barros, ocorrem na tarde desta terça (8) no Ministério Público do Trabalho (MPT), em Curitiba.

Nesta quarta-feira (9), às 10h, o filme será exibido no Senado Federal.

Além do histórico do uso da fibra mineral no país, o documentário conta histórias de trabalhadores que desenvolveram graves doenças pulmonares sem conhecimento sobre os perigos do amianto.

O Brasil é dos cinco maiores produtores e exportadores mundiais do amianto, utilizado em diversos produtos, especialmente telhas onduladas, chapas de revestimento, tubos e caixas d’água.

A substância é considerada cancerígena pela OMS (Organização Mundial da Saú- de), que em 2006 concluiu não existir limites seguros para seu uso – somente a interrupção da utilização.

Para a OMS, o amianto é responsável por cerca de metade das mortes por câncer ocupacional. Apenas em seus trabalhos há 125 milhões de expostos e mais de 100 mil mortes anuais por cânceres causados pela substância. Nos casos de mesotelioma (câncer de pleura), apenas 10% dos casos têm sobrevida de mais de um ano.

Proibição

A letalidade levou 66 países a proibirem a utilização de todos os tipos de amianto, incluindo a União Europeia e os nossos vizinhos Argentina, Uruguai e Chile.

No Brasil, sete estados já criaram leis específicas proibindo a produção e comercialização de produtos com a substância: SP, RJ, RS, PE, AM, MT e SC. Contudo, a aplicação delas está suspensa por uma ação dos produtores, que afirmam que os banimentos estaduais são inconstitucionais com base na Lei Federal 9055/95, sobre o “uso seguro do amianto”.

Tanto as leis estaduais de SP, RJ, RS e PE quanto a lei federal estão na pauta do STF (Supremo Tribunal Federal) desta quinta-feira (10), quando os ministros vão retomar os julgamentos de cinco ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade).

“Estamos com uma grande expectativa. Esperamos sair de lá com a situação resolvida”, disse o presidente da Aprea (Associação Paranaense dos Expostos ao Amianto), Herbert Fruehauf, 58, vítima da substância diagnosticado com doen- ça pleural.

Segundo Fruehauf, se favorável à proibição, a decisão do STF vai ter impacto em todo o país. “Aqui no Paraná foram dois projetos na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) para banir o amianto, mas ambos foram barrados [o último no ano passado], pois os deputados se agarraram nesta questão da lei federal”, explicou.

Na RMC, três empresas utilizavam a fibra em sua produção até o 1º semestre deste ano. No ano passado duas delas, uma da capital e outra de São José dos Pinhais, firmaram acordo judicial com o MPT-PR para substituir a matéria-prima por fibras alternativas – a de Curitiba já encerrou o uso e a de SJP deve encerrar até dezembro do ano que vem.

Observatório

Participam do Observatório do Amianto o Ministério do Trabalho e Previdência Social, MP-PR, MPT-PR, UFPR, Aprea, Hospital Erasto Gaertner e secretarias de Saúde. As inscrições para assistir o filme são pelo e-mail prt09.cerimonial.mpt.mp.br. Mais informações no site www.observatoriodoamianto.com.br.

Fonte:

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Trabalho Legal nº 2015, 26/07/2017

Veja nesta edição do Trabalho Legal:

  • Trabalho infantil no campo;
  • Correios terá que contratar aprovados em concurso;
  • 27 anos do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente;
  • Os riscos do amianto.

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O procurador-geral do Trabalho Ronaldo Curado Fleury participou, neste domingo, de quadro do Fantástico sobre a Reforma Trabalhista (assista)

O procurador-geral do Trabalho Ronaldo Curado Fleury participou, neste domingo, de quadro do Fantástico sobre a Reforma Trabalhista. Ele lembrou, por exemplo, que “o trabalhador autônomo não tem qualquer direito trabalhista, como salário mínimo e jornada de trabalho.”
Confira na íntegra: https://goo.gl/ZoA7vs

 

A reforma trabalhista foi sancionada nesta semana pelo presidente Michel Temer e entrará em vigor daqui a quatro meses. O consultor Max Gehringer, que lidera uma equipe de especialistas, mostra o que muda e o que não muda na vida do trabalhador.

Pergunta: Uma pessoa que tem carteira assinada, ela pode perder algum direito?
Max: Não. Esses direitos serão preservados porque estão na Constituição. O trabalhador contratado pela CLT, o regime celetista, ele continua com seus direitos mínimos assegurados, até pela própria Constituição Federal.

Pergunta: Eu gostaria de saber se com essas mudanças eu poderei ter o meu salário reduzido.
Max: Sim, essa possibilidade existe porque há uma negociação. Você pode ter o seu salário reduzido se, por exemplo, concordar com uma nova carga horária menor. Porém pode ter o seu salário aumentado se a carga horária for maior.

Pergunta: A pessoa que recebe o salário mínimo hoje em dia pode reduzir?
Max: Isso só poderá acontecer se a pessoa ganhar por produção contratada.

Pergunta: Hoje eu tenho uma hora de almoço. Esse meu horário de almoço vai ser reduzido?
Max: O tempo mínimo permitido será de 30 minutos.

Pergunta: Eu queria saber se se eu fosse terceirizado, se eu tinha direito ao vale de refeição, ao plano-saúde e ao vale-transporte.
Max: Pela reforma trabalhista, o trabalhador autônomo não tem qualquer direito trabalhista, como salário mínimo, jornada de trabalho, nem nenhum.

Pergunta: E quem faz home office tem direito a hora extra? E quem vai arcar com os custos de água, luz, internet, telefone?
Max: A lei não determina quais são os custos que serão absorvidos pela empresa. E também não faz nenhuma menção a tempo de trabalho.

Pergunta: Eu quero saber se eu corro o risco de perder a licença-maternidade.
Max: Em relação à licença-maternidade não houve alteração.

Pergunta: E o Fundo de Garantia, como é que fica?
Max: Na despedida sem justa causa, que é por iniciativa do empregador, a multa de 40 por cento continua existindo: nisso não houve alteração.

Pergunta: Se eu assinar uma rescisão de trabalho, eu posso entrar depois na Justiça?
Max: Pela nova lei, se o funcionário assina o contrato de rescisão, ele perde o direito de questioná-lo na Justiça do Trabalho.

Assista ao vídeo. Fonte: G1/Fantástico

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Assédio sexual no trabalho é tema do Diálogo Brasil

Procuradora do Trabalho Renata Coelho e socióloga Lourdes Bandeira no Diálogo Brasil

Procuradora do Trabalho Renata Coelho e socióloga Lourdes Bandeira no Diálogo Brasil – Divulgação/TV Brasil

O assédio sexual apenas passou a ser crime no Brasil em 2001, com a modificação do Código Penal pela Lei 10.224. Mas, além de tardia, a legislação já chegou defasada, segundo a procuradora do Trabalho Renata Coelho. E os projetos destinados a atualizar a lei estão parados no Congresso Nacional, conforme observa a socióloga e professora da Universidade de Brasília Lourdes Bandeira, especialista em violência nas relações de gênero. As observações das duas estão nesta edição do Diálogo Brasil sobre assédio sexual no trabalho.

A procuradora federal e a professora da UnB também consideram retrocesso uma parte do texto da reforma trabalhista em tramitação no Congresso. O projeto prevê que a reparação por ofensas nas relações de trabalho seja calculada de acordo com o salário das vítimas. Ou seja, quem ganha mais recebe indenização maior do que empregados de menor remuneração. Para Renata Coelho, a proposta como está estabelece um preço para a dignidade do trabalhador. “A vulnerabilidade fica mais explícita”, concorda Lourdes Bandeira.

O programa aborda ainda os vários tipos de assédio sexual que podem ser caracterizados pela forma de olhar, por um bilhete, um contato físico, ou a oferta de um presente. O crime nem sempre deixa marcas físicas, externas, mas pode ser um marco psicológico na vida de uma pessoa, segundo a procuradora Renata Coelho. Ou até desestruturar emocionalmente a vítima a ponto de levá-la ao suicídio, como observa a socióloga Lourdes Bandeira.

O Diálogo Brasil também traz o relato de várias vítimas. Em vídeo, a cineasta Fernanda Frazão, uma das diretoras do documentário “Chega de fiu fiu”, aborda a existência do problema em espaços públicos. Psicólogos especializados em recursos humanos e relações de trabalho e uma advogada da Rede Feminista de Juristas também dão depoimento.

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Fonte: EBC/Tv Brasil

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Videoaula aborda trabalho de crianças e adolescentes em lixões e aterros sanitários

Dividido em quatro partes, os vídeos abordam o arcabouço legal referente ao trabalho infantil, o papel do Ministério Público do Trabalho e a Política Nacional de Resíduos Sólidos

Já está disponível no canal do YouTube da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) a Videoaula “Proibição do trabalho de crianças e adolescentes em lixões e aterros sanitários” do procurador do Trabalho Valdir Pereira. Ao longo de sua exposição, o instrutor fala sobre o arcabouço legal referente ao trabalho infantil, especialmente em lixões e aterros sanitários, o papel do Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Política Nacional dos Resíduos Sólidos. O módulo é dividido em duas aulas e cada aula em duas partes (clique para assistir a playlist).

O procurador inicia a Aula 1 (parte 1 e parte 2) prestando homenagem a uma adolescente que morreu atropelada enquanto trabalhava no Lixão da Estrutural, o maior da América Latina, localizado no Distrito Federal, a 10 km da Esplanada dos Ministérios. “Esse caso representa a situação de perigo a que estão expostos milhares de crianças e adolescentes em todo o país”, ressaltou.

Em seguida, informa que a Constituição Federal de 1988 proíbe o trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz a partir dos 14 anos, e que o trabalho em lixão e/ou coleta de lixo é completamente proibido para qualquer pessoa abaixo dos 18 anos. “Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a atividade de coleta de materiais em lixões se configura como uma das piores formas de trabalho infantil. A presença de crianças e adolescentes nesses ambientes coloca em risco o desenvolvimento físico, mental, espiritual, moral e social deles”, enfatizou.

De acordo com Valdir Pereira, o Brasil possui um arcabouço normativo que autoriza o manejo de instrumentos constitucionais legais para retirar crianças e adolescentes de lixões. Lembrou a atuação do MPT no Lixão da Estrutural, quando uma denúncia de que havia crianças e adolescente trabalhando naquele ambiente, levou à proposição de uma Ação Civil Pública. “Temos a situação de um trabalho inconstitucional e ilegal, mas que está materializada”, afirmou.

Na Aula 2 (parte 1 e parte 2), o procurador do Trabalho aborda a garantia de condições de segurança e de saúde do trabalho daqueles que exercem suas atividades em ambientes insalubres e perigosos. Cita a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305, de agosto de 2010), a qual prevê que as pessoas que trabalham em lixões (algo permitido apenas a maiores de 18 anos) serão transferidas para centro de triagem, organizados em cooperativas e/ou associações, com todos os equipamentos de proteção necessários para o manuseio dos resíduos.

Segundo o membro do MPT, apesar da existência dessa Política, os lixões ainda são uma realidade em todo o território nacional. Para ele, mesmo sem a completa implementação da Lei, o poder público não pode admitir que trabalhadores sejam submetidos a situações insalubres e perigosas. “Falta um programa de prevenção de riscos ambientais e outro de controle médico de saúde ocupacional. Isso tem de ser feito em todos os lixões do país, independentemente da justificativa de que essas pessoas estão lá de forma clandestina”, argumenta.

Ele faz menção mais uma vez ao Lixão da Estrutural de Brasília (DF), que existe há 60 anos, e onde trabalham mais de três mil pessoas entre homens, mulheres, crianças e adolescente. “Não podemos ter um anestesia social para ignorar o fato de que esses serem humanos trabalham em condições degradantes, junto a urubus e animais peçonhentos, sem acesso a água potável ou a um banheiro químico”, enfatizou.

Visita ao Lixão da Estrutural

Em agosto de 2016, como parte da atividade do curso sobre “Saúde e Segurança dos Profissionais de Limpeza Urbana, dos Lixões e Aterros Sanitários”, da ESMPU, um grupo de membros do MPT e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) visitou o Lixão da Estrutural e conversou com os trabalhadores.

A visita está documentada em vídeo produzido e disponível no YouTube.  Clique para acessar.

Fonte: Ascom ESMPU

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Você sabia que a reforma trabalhista altera 117 artigos da CLT?

O ritmo acelerado de votação do PLC 38/2017- que trará mudanças profundas na vida dos trabalhadores – é questionado pela juíza Carolina Gralha (e por um participante bem especial).

Assista! Fonte: Amatra IV

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Videoaula “Terceirização, uma opção de gestão?”, ministrada pela Procuradora do Trabalho Vanessa Patriota da Fonseca.

Terceirização, uma opção de gestão?

Vanessa Patriota da Fonseca – Procuradora do Trabalho

https://www.youtube.com/playlist?list=PL_CIj1wqvg33lSpBVWT_Dp8dZUlVHaCKq

 

Proibição do trabalho de crianças e adolescentes em lixões e aterros sanitários

Valdir Pereira – Procurador do Trabalho

https://www.youtube.com/playlist?list=PL_CIj1wqvg30YYbZ5qVrNZY6OuSKPrr8k

 

Novo Código de Processo Civil

Sandoval Alves – Procurador do Trabalho

https://www.youtube.com/playlist?list=PL_CIj1wqvg33HFmku–XdptNRkOxwRUDL

Construções responsáveis: saúde e segurança do trabalhador na construção civil

Ilan Fonseca – Procurador do Trabalho

https://www.youtube.com/playlist?list=PL_CIj1wqvg317qutJtfCSlnVd1u8bCh9N

 

O migrante: seu trabalho e seus direitos

Cristiane Sbalqueiro – Procuradora do Trabalho

https://www.youtube.com/watch?v=6Qhk7iv1odg&index=1&list=PL_CIj1wqvg32iDL0xQjAaAiMVdNa05quG

 

Inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Sofia Vilela – Procuradora do Trabalho

https://www.youtube.com/playlist?list=PL_CIj1wqvg30xJtmn0PAIxSXqsj9OML2H

 

Trabalho escravo contemporâneo

Débora Tito – Procuradora do Trabalho

https://www.youtube.com/playlist?list=PL_CIj1wqvg31IREmcwTRs6n1vd4lkBB3Q

Trabalho portuário e o novo marco regulatório

Augusto Grieco Sant’Anna Meirinho – Procurador do Trabalho

https://www.youtube.com/watch?v=MIL3uGr2m4U&index=1&list=PL_CIj1wqvg31tCbSLAmJDAPXlHzDqgJ5-

 

O assédio moral em suas várias formas

Ricardo Garcia – Procurador do Trabalho

https://www.youtube.com/playlist?list=PL_CIj1wqvg30KCu9BzcVmM-ox6-HbUCm3

 

Desvendando o trabalho escravo no Brasil

Renan Bernardi Kalil – Procurador do Trabalho

https://www.youtube.com/playlist?list=PL_CIj1wqvg300UsmMH_6vZdz2-yOrpbo1

 

A greve como direito

Gérson Marques – Procurador Regional do Trabalho

https://www.youtube.com/playlist?list=PL_CIj1wqvg30CGZWY4XE-Jhg-bfMwELah

 

Trabalho Infantil

Rafael Dias Marques – Procurador do Trabalho

https://www.youtube.com/playlist?list=PL_CIj1wqvg33P8lQbjzn36vwYJG3GDj1Q

 

Conheça o MPT: o que é, o que faz e como atua

Marcel Trentin – Procurador do Trabalho

https://www.youtube.com/watch?v=_08xZiFqdIo&index=1&list=PL_CIj1wqvg32IqbjuATU0aEQb-N0g2s5i

 

Curso de Aperfeiçoamento “Trabalho Decente”

José Claudio Monteiro de Brito Filho

https://www.youtube.com/playlist?list=PL_CIj1wqvg30ErHod4iGlqBiBi83c_SC4

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“Terceirização para reduzir custos, só com sonegação de direitos”, afirma procuradora do trabalho em videoaula

Na Videoaula sobre terceirização, Vanessa Patriota da Fonseca explica que a justificativa para terceirização não é a redução de custos, mas a falta de know how sobre determinado serviço

Já está disponível no YouTube da Escola Superior do Ministério Público da União (ESMPU) a Videoaula “Terceirização, uma opção de gestão? ”, da procuradora do Trabalho

Vanessa Patriota da Fonseca, vice-coordenadora nacional da Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho (Conafret) do MPT. O módulo é dividido em duas partes. No início a instrutora explica que a terceirização surgiu na administração dentro da ideia de “empresa enxuta”: a organização deveria focar sua atenção para a atividade-fim e repassar a terceiros as funções sobre as quais não possui expertise. Clique para acessar.

A Aula 1 mostra porque a terceirização na atividade-fim não se consubstancia em uma legítima terceirização, mas sim em uma mera intermediação de mão de obra. A procuradora cita que, no Brasil, as empresas começaram a contratar terceiros para trabalhar em atividades essenciais, fazendo uma espécie de “aluguel de trabalhadores” para serem utilizados em sua linha de produção. “Isso não é terceirizar serviços, mas sim intermediar mão de obra, alugar gente, o que é repudiado internacionalmente pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Trabalhador não é mercadoria”.

Em sua exposição, Vanessa Patriota refuta o argumento de que “a terceirização da atividade finalística leva a redução de custos”. “Essa redução só pode acontecer com sonegação de direitos. O que justifica a terceirização não é a redução de custos, mas a falta de know how sobre determinado serviço”, explica.

Ela apresenta ainda informações extraídas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), as quais apontam que um terceirizado ganha 24,7% a menos e trabalha em média três horas a mais por semana. Além disso, de cada dez acidentes de trabalho, oito envolve terceirizados; e de cada cinco acidentes fatais, quatro acontece com terceirizados.

“As consequências dessa intermediação de mão de obra são muito nefastas, indo desde a redução de salários e benefícios, descuido com questões de segurança, elevação de jornadas, até a criação de duas categorias de trabalhadores dentro da mesma empresa: uma com mais e outra com menos direitos. Também afeta a contratação de trabalhadores com deficiência e de aprendizes”, elenca.

A Aula 2 aborda as alterações legislativas e os projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional sobre o assunto. A procuradora do trabalho fala sobre a Lei n. 13.429 de 2017 que dispensou o tomador de serviço de comunicar os acidentes de trabalho ocorridos com terceirizados, não trouxe isonomia entre os trabalhadores com contratação direta e os terceirizados e ainda não resolveu o problema do pagamento dos créditos trabalhistas.

Ela cita que a nova legislação alterou a Lei n. 6.019 de 1974, que tratava de trabalho temporário, e ampliou o prazo do contrato de trabalho temporário de 90 para 180 dias, podendo ainda ser prorrogado por mais 90 dias. “Como pensar em temporalidade se a duração da contratação pode durar quase um exercício financeiro? ”, indaga.

A instrutora ainda informa que a terceirização da atividade finalística está sendo tratada no Projeto de Lei da Câmara n. 30 de 2015 (PLC 30/2015) em tramitação no Senado Federal, trazendo a possibilidade de terceirização sem limites. De acordo com ela, o raio de ação do PLC 30 atinge os trabalhadores da iniciativa privada e da administração pública, exceto a administração pública direta, autárquica e fundacional. “Esse projeto permite até a subcontratação. Ele fere normas constitucionais, internacionais, os princípios do concurso público e da impessoalidade, a Lei de Licitação (Lei n. 8.666 de 1993), dentre outros pontos”.

Assessoria de Comunicação
Escola Superior do Ministério Público da União

(61) 3313-5132 / 5126

Medium: medium.com/@esmpu

Twitter: @escolampu

Facebook: facebook.com/esmpu

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Reforma trabalhista NA REAL: alterações radicais e desmanche de direitos

No terceiro vídeo da série produzida pela AMATRA IV, a juíza Valdete Severo esclarece sobre o trabalho parcial, o contrato intermitente e o histórico da precarização dos direitos trabalhistas no Brasil.

http://www.amatra4.org.br/publicacoes/41-midia/1292-reforma-trabalhista-na-real-alteracoes-radicais-e-desmanche-de-direitos

Fonte: AMATRA IV

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Reforma trabalhista NA REAL: termo de quitação anual

O “termo de quitação anual”, previsto na reforma trabalhista, sepulta direito de reclamar na Justiça do Trabalho

📺 Assista o vídeo do juiz Tiago Mallmann Suzbach, 4o da série produzida pela AMATRA IV.

http://www.amatra4.org.br/publicacoes/41-midia/1293-reforma-trabalhista-na-real-termo-de-quitacao-anual

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Programa Jornada mostra como pessoas de diferentes gerações se relacionam no ambiente de trabalho

A reportagem especial do programa Jornada desta semana vai falar sobre as características de cada geração, os conflitos comumente enfrentados e o que fazer para que esses profissionais convivam de forma harmoniosa no ambiente de trabalho. Baby Boomers, Geração X, Geração Y e agora até Geração Z: como cada uma delas tem um perfil específico, será que é possível construir uma rotina de trabalho que garanta a colaboração e a boa convivência diária?

No quadro Saúde e Segurança no Trabalho o assunto é fibromialgia. Saiba quais são os sintomas e como tratar a doença. Em Porto Velho, o TRT da 14ª Região inaugura estúdio de rádio e aprimora a comunicação interna da Justiça do Trabalho nos estados de Rondônia e Acre. E no quadro Meu Trabalho é uma Arte, nossa parada é em Corumbá, Mato Grosso do Sul, para conferirmos as peças de uma artista plástica que encantou o Brasil com belas esculturas, algumas até em tamanho real.

O Jornada é exibido pela TV Justiça às segundas-feiras, às 19h30, com reapresentações às terças-feiras, às 7h, quartas-feiras, às 19h30, quintas-feiras, às 7h e sábados e domingos, às 06h. Todas as edições também podem ser assistidas pelo canal do TST no Youtube: www.youtube.com/tst.

Assista a íntegra da última edição.

Fonte: TST

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Reforma trabalhista NA REAL – por Rodrigo Trindade

A imagem pode conter: 1 pessoa, em pé e terno

Iniciamos hoje série de pequenos vídeos esclarecedores sobre a reforma trabalhista. Em linguagem acessível, juízas e juízes do RS abordam os pontos mais polêmicos e explicam os diversos problemas que o projeto pode causar ao mundo do trabalho.
Tenho a honra de apresentar o primeiro. Na sequência, teremos temas como terceirização, riscos às gestantes e precarização das relações de trabalho. Vamos fazendo nossa parte.
https://youtu.be/R98yxjqZwXk
http://amatra4.org.br/…/no…/1290-reforma-trabalhista-na-real

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Reforma trabalhista: procurador-chefe do MPT em Mato Grosso Marcel Bianchini Trentin alerta sobre os principais prejuízos

A #ReformaTrabalhista está no #Senado. Várias conquistas dos trabalhadores estão em perigo. Neste vídeo, o procurador-chefe do MPT em Mato Grosso Marcel Bianchini Trentin alerta sobre os principais prejuízos. As alterações propostas pela reforma são contrárias ao que está escrito na Constituição e nos tratados internacionais de direitos humanos.

Assista no YouTube:  https://www.youtube.com/watch?v=oTuxlYS6toM

Participe da consulta pública e dê sua opinião: https://goo.gl/LwdYQu

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Tudo sobre horas extras, playlist da TvTST

Tem alguma dúvida sobre horas extras? Acesse a seleção de vídeos feita pelo TST TUBE com reportagens e matérias sobre o tema. Não perca!

Acesse: http://bit.ly/2rEncpi

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