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Documentário — Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski

Documentário sobre um dos romances mais importantes, lidos e festejados da literatura, Crime & Castigo, escrito por Fiódor Dostoiévski — publicado originalmente em 1866. Conta a história de um crime e suas consequências. Trata-se de um enredo de suspense e de grande tensão, de uma profundidade psicológica única, passado na turbulenta Rússia tzarista do século XIX.

Rodion Românovitch Raskólnikov é um jovem pobre e inteligente, ex-estudante da universidade local, vive à míngua de todos os recursos num cubículo miserável, ruminando um tenebroso plano: assassinar uma idosa agiota, para roubá-la e, com o dinheiro, recomeçar então sua carreira, libertar a mãe e a irmã da miséria e do opróbrio — praticar uma má ação para, depois, poder praticar muitas boas ações; sacrificar um ser inútil, mau e prejudicial à sociedade, para, mais tarde, levar algo útil, benéfico a essa mesma sociedade. Como justificativa para o crime, Raskólnikov parte da teoria, que surgira em seu espírito, cuja oferecia à ele precisamente o direito ao crime, a permissão de ultrapassar os limites da ética tradicional e de criar para si mesmo uma nova ética, a ética do “super-homem”, ao que era permitido esmagar os homens inferiores, sacrificar o indivíduo para salvar a sociedade. No entanto, eis que a consciência do homem forte, que ele precipitadamente julgara ser, treme involuntariamente ao provar as consequências do assassinato, pois para além da filosofia atuavam agora a natureza e a realidade espiritual humana — afinal, o “super-homem” era também um homem dotado de corpo e nervos, que, além desse cérebro, possuía também uma alma. E, se a razão planejara o crime, a carne e a alma agora castigam-no, repelem-no, insurgem-se e entram em conflito ardente com sua razão fria, acabando por se lhe imporem à sua “liberdade”.

As cenas ilustrativas do documentário foram gravadas em Petersburgo, cidade onde viviam as personagens do romance — e onde também o próprio fora escrito. A produção conta ainda com a descrição dos professores de literatura Olga Mersson e Edward Wasiolek, e com a participação do bisneto de do autor, Dmirty Dostoiévski.

Assista.

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10 Filmes adaptados de obras da literatura brasileira

Literatura Brasileira: das páginas dos livros às telas dos cinemas.
homoliteratus.com

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Literatura: serve para quê?

Mas afinal de contas, a literatura serve para quê? Na maioria das vezes, lemos uma obra literária e não nos perguntamos qual é a função que ela desempenha em nossas vidas.  

No artigo A literatura e a formação do homem (1972), o crítico literário e sociólogo brasileiro Antonio Candido declara que a literatura tem força humanizadora; ela é capaz de exprimir o homem, sem deixar de atuar, ao mesmo tempo, em sua formação.

E como se dá esse tal processo humanizador?  Candido destaca que esse processo de humanização se realiza a partir de três funções:

  1. psicológica, pois todo homem, seja criança, adolescente ou adulto, precisa consumir fantasia porque ninguém pode passar um dia sem criar, imaginar, contar piadas ou histórias mais elaboradas;
  2. formadora, que não se deve ser confundida com pedagógica ou moralizadora, pois a arte literária não é inofensiva, ao transfigurar o real ela carrega tanto o bem como o mal;
  3. reconhecimento do mundo e do ser, pois ao sintetizar o real, o texto de uma obra oferece aos leitores uma visão de mundo em que vivem de modo que possam compreender os papeis que desempenham nele. Continua. Fonte: HomoLiteratus

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Biblioteca Nacional mapeia coleção de pareceres de intelectuais renomados que censuravam “em nome da moral e dos bons costumes”

Fonte: BN no fb

Lançado em livro e publicado na Biblioteca Nacional Digital mapa para o acesso aos pareceres de nomes como Machado de Assis, José de Alencar, João Caetano e Martins Pena, censores do Conservatório Dramático Brasileiro no século XIX.

Uma das coleções que mais revelam a história da cultura brasileira nas décadas de 1840 a 1860 ganha agora visibilidade com a publicação de Os exames censórios do Conservatório Dramático Brasileiro: inventário analítico. O catálogo se debruça sobre os mais de sete mil documentos que compõem quase 2.500 processos administrativos de censura das peças candidatas à encenação na época. São dados sobre os julgamentos, a autorização ou a proibição das obras teatrais, muitas feitas pelos próprios intelectuais que disputavam o poder de decisão em nome da “moral e dos bons costumes”. A coleção foi doada à Biblioteca Nacional e catalogada em meados do século XX, e inventariada e organizada no início deste século.

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Você lembra quem são os autores desses livros famosos? participe deste quiz

Alice nos País das Maravilhas. Os Miseráveis. Moby Dick. Você já deve ter lido alguma dessas obras ou pelo menos ouviu falar, certo? Teste a sua memória e descubra se você recorda quem foi que escreveu essas e outras obras conhecidas. Clique aqui. Fonte: Super Interessante.

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Bildungsroman: 5 romances de formação que deveríamos ter lido

 relaxing in nature with book and musicO romance de formação, bildungsroman em alemão, é o tipo de livro mais profundo que normalmente parece ser. Focado num protagonista jovem, ele mostra as mudanças dos personagens na sua formação ou na transição para a idade adulta. Todos nós já passamos ou passaremos pelos múltiplos dilemas nessa transição, bem como os romancistas. Assim, a ideia é mostrar como sair da adolescência e chegar ao mundo adulto pode ser difícil e aterrador, colocando nossos sentimentos e valores em cheque.

Para tanto, selecionamos cinco romances bildungsroman que todos nós deveríamos ter lido – mas nem sempre o fizemos. Acesse. Fonte: Homoliteratus

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10 Das Piores Mães da Literatura

Toda data especial nossas mídias se enchem de clichês. Com o Dia das Mães chegando não será diferente, e posts e matérias sobre exemplos de mãe – assim como nos anos anteriores – pipocarão por aí. Por isso o Listas Literárias para ser diferente, hoje publica uma lista com as piores mães da literatura:

1 – Srª Lisbon: Ah, duvido mãe pior que essa na literatura. Rígida, insensata e extremamente endurecida é uma mãe que foi incapaz de perceber o quanto suas amarras estavam destruindo a sua família. Não a toa todas as suas filhas se suicidaram, e o que era para ser proteção, transformou-se em tragédia em As Virgens Suicidas;
2 – Emma Bovary: Decepcionada com a maternidade, Emma esteve sempre distante da filha, ao ponto de matar-se sem levá-la em conta;
3 – Srª Nickleby: Insensata e incompetente a mãe de Nicholas Nickleby de certa forma representa a própria dificuldade de Charles Dickens com os pais;
4 – Ida Farange: Essa mãe é muito megera, afinal são raras as mães que usam as filhas como objeto para uso de suas picuinhas. É o que Ida faz em meio ao divórcio com o Sr. Beale, ao tratar a filha Maisie apenas para seus interesses, numa relação sem amor, carinho, ou respeito;
5 – Lysa Arryn: Vamos combinar que superproteção nunca contribuiu para a boa formação de uma criança, e esse é o caso dessa mãe, muito estranha e péssima para fazer de seu filho um homem;

6 – Rainha Gertrudes: Outro caso de mãe alheia e negligente que não consegue perceber o mal que paira sobre Hamlet;

7 – Srª Bennett: Nesse caso o problema não é a perversidade ou a maldade, mas sim os modos exagerados e a passionalidade de matriarca de Orgulho e Preconceito, de Jane Austen;
8 – Sarah Grinké: No livro A Invenção das Asas a mãe das Irmãs Grinké, personalidades da história americana, é apresentada como uma mãe muito severa e rígida;
9 – Charlote Haze: Essa mãe em busca de coisas finas e sofisticadas não percebeu o perigo posto dentro da própria casa;
10 – Polly: Não que a mãe de Becky em A Menina que Semeava fosse uma mãe má – na verdade é sim uma ex-esposa complicada – mas sua teimosia e sua descrença quanto a forma que a filha e o pai encontraram para enfrentar a doença a tornava chata;

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Especial dia das mães: 7 mães retratadas na literatura brasileira

Feliz Dia das Mães!

1 – Ana terra, em O tempo e o Vento, de érico Veríssimo:
Ana é mãe de Pedro Terra, que é o gérmen da família que percorrerá as mudanças sociais do Rio grande do Sul. Pedro é pai de Juvenal e Bibiana Terra, que casa-se com o lendário Rodrigo Cambará;
 2 – Capitu, em Dom casmurro, de Machado de Assis:
Muitos se lembram dos olhos de ressaca, ou das dúvidas de Dom casmurro quanto a sua fidelidade. Poucos olham Capitu como mãe, tendo ao seu lado um pai sempre questionando a paternidade de Ezequiel, numa dúvida que paira até hoje;
 3 – Dona Glória , em Dom Casmurro, de Machado de Assis:
Matriarca da qual todos dependiam. Entre tentativas fracassadas prometeu que seu filho seria padre, considerando depois disso o nascimento de Bentinho um milagre. Sem dúvida uma das mais mais expressivas da literatura;
4 – Dona Lola, em Éramos Seis, de Maria José Dupré:
Lola é uma mulher bondosa e trabalhadora, mãe na forma mais literal das palavras, e que vai passando por uma série de acontecimentos, num dos enredos mais emocionantes e tristes da literatura nacional, que nos faz pensar que ela não merecia os sofrimentos pelo que passou;
  5 – Dona Benta, em O sítio do Pica-pau amaerelo, de Monteiro Lobato:
De quem ela é mãe ninguém lembra, mas como dizem que vó é mãe em dobro, Dona Benta desempenha muito bem seu papel com Pedrinho e Narizinho;
  6 – Alicia, em Cinzas do Norte, de Milton Hatoum:
Mãe de Raimundo, é protetora e defende os filho com unhas e dentes estando sempre por trás de acontecimentos importantes com seu poder de persuação.
  7 – Helena, em O jogo do camaleão de Marçal Aquino:
Mãe que sofre a aflição da fuga do filho que parte em busca do pai do qual ela se separara quando ricardo era ainda um bebê;

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100 contos de até 100 caracteres

SophiaPinheiroO Jornal Opção fez a provocação e 100 escritores brasileiros, de diversas partes do País e até de fora dele, aceitaram criar histórias dignas de romances num espaço de uma ou duas linhas. Acesse. Fonte: Literatortura.

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Livro de Cabeceira convida escritores para falar dos livros que marcaram suas vidas

 
O programa LIVRO DE CABECEIRA convida grandes escritores para falar dos livros que marcaram suas vidas e influenciaram suas próprias obras.
Livro de Cabeceira 01 – Marcelinio Freire: Marcelino Freire conta neste episódio do “Livro de Cabeceira” como nasceu sua paixão por Manuel Bandeira e como a obra do poeta pernambucano marcou sua vida e o estimulou a ser escritor.

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Quais foram os grandes livros publicados na data de seu nascimento?

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Arte de Rob Gonsalves

O site espanhol Que Leer disponibilizou uma matéria associando os principais livros lançados entre 1911 e 1999 à suas respectivas datas de publicação. Como a internet faz estas matérias viajarem sem fronteiras, o Homo Literatus traz a lista de títulos já lançados no Brasil, em português e poucos ainda não lançados, com seus títulos originais. No melhor estilo migrante, com o objetivo de que nossos leitores  descubram, além da data,  grandes dicas de leitura. Veja aqui. Fonte: HomoLiteratus

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10 Filmes adaptados de obras da literatura brasileira

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Quando o assunto é “o livro virou filme” sempre vem à tona algumas discussões acerca da fidelidade ao texto literário, além do velho comentário de que o livro é melhor que o filme. Mas pensem: ao lermos uma obra, cada um a interpreta de uma maneira diferente, cada um tem suas perspectivas e sensações a respeito daquilo que lê. Além disso, o tempo para a obra cinematográfica é um tanto reduzido, o que não permite reproduzir todos os detalhes de uma narrativa.

A obra literária não é fechada, cabe ao leitor interpretá-la de forma subjetiva, seja consciente ou inconscientemente. O sucesso do texto literário só é obtido quando o leitor adiciona a ele suas experiências de vida, quando traz suas bagagens, isto é, seu conhecimento de mundo. Já dizia João Ubaldo Ribeiro, a respeito do romance, que: “Um romance são tantos romances quantos forem seus leitores”. Portanto, não podemos sempre esperar que um filme acerte em cheio, que seja extremamente fiel ao livro e à nossa interpretação.

Mas vamos ao que interessa. Separamos, hoje, uma modesta lista de obras da literatura brasileira que foram parar nas telas de cinema. Será que vocês já assistiram alguns deles? Confiram. Fonte: HomoLiteratus

 

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Cinco livros velhos que todo mundo deveria ler

livrosUma lista com cinco livros um tanto quanto gastos, mas que ainda podem te divertir, comover e/ou fazer refletir.

Há quem diga que um livro velho não tenha seu valor: é chato, fedido, sem graça. Outros ainda acham que suas histórias são distante demais, cheiram a coisa do passado. Para provar a estes que estão errados, fizemos uma lista com cinco livros velhos que devem sempre ser lidos. Veja aqui. Fonte: Homoliteratus

 

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(RN) Nísia Floresta lança feira literária nesta sexta e sábado, veja programação

A cidade de Nísia Floresta sediará a primeira edição da Feira Literária de Nísia Floresta (Flinísia). Será nesta sexta e sábado. Com o tema “Canta tua aldeia em arte”, participarão do evento escritores do RN e de Pernambuco, representante do Minc/Nordeste – Secretário Estadual de Cultura – Representantes da SEEC – e das Mulheres. Serão realizadas diversas ações culturais, como Contação de histórias, estande de editoras, Oficina de Filatelia dos Correios, Oficina Cartonera, Tenda Literária – Espetáculo “Poesia no Corpo”, saraus e muitas outras atividades.

O projeto é uma idealização de Rejane de Souza, mestre em Literatura Comparada, que já desenvolveu vários eventos de pequeno porte na região junto a uma equipe de voluntários, usando o fomento ao livro e à literatura como instrumento de inclusão social. Para a realização da I FLINÍSIA, ela contou com um parceiro importante: o Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Ò, de Nísia Floresta, Ajosenildo Nunes, que também pensa a cidade através da fé e da transformação social advinda do fomento à arte e à cultura. Continua. Fonte: Substantivo Plural.

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10 grandes beijos da literatura mundial

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No dia 13/04 é comemorado o dia do beijo. E que forma melhor de comemorar o dia do que beijando escolhendo os melhores trechos literários que descrevem ou que tem o beijo como encontro entre duas almas? A lista é longa, mas aqui escolhemos apenas 10. As citações não serão comentadas, pois, as descrições valem por si mesmas. Se você não encontrou aquela que mais gosta, compartilhe conosco nos comentários. A lista que segue contou com a colaboração de Isaura Souza e Jamile Merces (colegas de estudo); Luiz Fernando, Guilherme Carmona e Cecilia Garcia (colaboradores do Literatortura); e outros. Acesse. Fonte: Literatortura.

 

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