Arquivo da tag: Língua portuguesa

PUC oferece curso online gratuito de português

Programa desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Tecnologias Sociais da PUC-SP mostra que o Brasil está aderindo a nova onda de cursos gratuitos de qualidade, criado por universidades. Com o curso grátis, os universitários conseguem aprender português e ainda recebem um certificado.

Para os organizadores, a grande surpresa é que a maioria dos matriculados nem é da universidade. Mas viram no curso grátis a chance de aprender algo de valor. Ainda segundo Dimenstein, a ideia não é substituir a figura do professor, mas aproveitar as facilidades que a tecnologia proporciona. Mais informações no site: http://www.redu.com.br/moocs/preview. Fonte: Biblioteca da UCS.

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura, Livros, Língua Portuguesa

Pátria amada, Brasil

Oba! Hoje é o Dia da Pátria. Nada de aula, nada de trabalho, nada de horários. Alguns vão à piscina. Outros, ao parque. Há os que ficam em casa ou assistem ao desfile militar. Aí, vão ouvir ou cantar o Hino Nacional. Muitos ficam de boca fechada. Por quê?

 

Talvez pela dificuldade de compreensão. Escrito em ordem inversa e recheado de palavras difíceis, o texto obriga muitos a fazerem o papel de papagaios — falar sem entender. O blogue lhes dá um socorro. Põe os versos em ordem direta e traduz as palavras menos comuns. Em suma: explica a obra tim-tim por tim-tim. Vamos lá?

 

Hino Nacional

 

Letra: Osório Duque Estrada

Música: Francisco Manoel da Silva

 

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas

De um povo heroico o brado retumbante,

E o sol da liberdade, em raios fúlgidos,

Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

 

(As margens plácidas (tranquilas, serenas) do Ipiranga ouviram o brado (grito) retumbante (estrondoso) de um povo heroico. E o sol da liberdade, em raios fúlgidos (cintilantes), brilhou no céu da pátria nesse instante.)

 

●●●

 

Se o penhor dessa igualdade

Conseguimos conquistar com braço forte,

Em teu seio, ó Liberdade,

Desafia o nosso peito a própria morte!

 

(Se conseguimos conquistar o penhor (garantia) dessa igualdade com braço forte, o nosso peito desafia até a morte em teu seio, ó liberdade.)

 

●●●

 

Ó Pátria amada,

Idolatrada (adorada, venerada)

Salve! Salve !

 

 

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido

De amor e de esperança à terra desce,

Se em teu formoso céu, risonho e límpido,

A imagem do Cruzeiro resplandece.

 

(Brasil, um sonho intenso, um raio vívido (intenso, vivo) de amor e de esperança desce à terra se em teu formoso (belo) céu, risonho e límpido, (transparente) a imagem do Cruzeiro (constelação do Cruzeiro do Sul) resplandece (brilha).

 

●●●

 

Gigante pela própria natureza,

És belo, és forte, impávido colosso,

E o teu futuro espelha essa grandeza,

terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

 

(Gigante pela própria natureza, és belo, és forte, impávido (destemido, corajoso) colosso (gigante). E o teu futuro espelha (reflete) essa grandeza. Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó pátria amada! És mãe gentil (amável) dos filhos deste solo, pátria amada, Brasil!)

 

●●●

 

Deitado eternamente em berço esplêndido

Ao som do mar e à luz do céu profundo,

Fulguras, ó Brasil, florão da América,

Iluminado ao sol do Novo Mundo!

 

(Ó Brasil, florão (abóbada, cúpula) da América, (tu) fulguras (brilhas), iluminado ao sol do Novo Mundo, deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo.)

 

●●●

 

Do que a terra mais garrida

teus risonhos, lindos campos têm mais flores;

“Nossos bosques têm mais vida”,

“Nossa vida” no teu seio “mais amores”.

 

(Teus campos risonhos e lindos têm mais flores, nossos bosques têm mais vida, nossa vida no teu seio (tem) mais amores do que a terra mais garrida (enfeitada, graciosa).

 

●●●

 

Ó Pátria amada,

Idolatrada,

Salve! Salve!

Brasil de amor eterno seja símbolo

O lábaro que ostentas estrelado,

E diga o verde-louro desta flâmula:

— Paz no futuro e glória no passado.

 

(O lábaro (bandeira) que ostentas (exibe) estrelado seja símbolo de amor eterno. E o verde-louro desta flâmula (bandeira) diga: paz no futuro e glória no passado.)

 

●●●

 

Mas, se ergues da justiça a clava forte,

verás que um filho teu não foge à luta,

nem teme quem te adora a própria morte.

 

(Mas, se a clava (bastão usado como arma) forte da justiça (tu) ergues, verás que um filho teu não foge à luta, nem teme a própria morte quem te adora.)

 

●●●

 

Terra adorada,

Entre outras mil,

És tu, Brasil,

Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,

Pátria amada,

Brasil!

Fonte: Blog da Dad (07/09/2012)

Deixe um comentário

Arquivado em Diversos

Reforma ortográfica: tire suas dúvidas.

Acesse a Seção do portal UOL Dedicado à reforma ortográfica, o portal reúne notícias sobre o acordo, vídeos e podcasts de especialistas, planos de aulas para professores dos ensinos fundamental e médio, dicas e exercícios.

Acesse também o slideshare produzido pela professora Valeria Bortoluzzi.

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura, Livros, Língua Portuguesa

Desaposentação ou Desaponsentadoria?

No ar, a desaposentadoria. Projeto reabre as portas do emprego a quem pendurou as chuteiras ou vestiu o pijama. São trabalhadores que desistiram do descanso e retomaram o batente. Contribuem para a previdência, mas não recebem a contrapartida. Com retorno ao passado, poderão aumentar o valor do provento. Vale a pena? Os cálculos dirão.

Antes de chegar à decisão, uma pergunta se impõe. Trata-se do substantivo que dá nome ao ato de voltar atrás. Uns falam em desaposentadoria. Outros, em desaposentação. E daí? Os dicionários registram aposentar. Registram, também, aposentação e aposentadoria.

Verbo e nomes aceitam o prefixo des-, que dá ideia de negação (obediência, desobediência; cumprimento, descumprimento; estímulo, desestímulo). Conclusão: nota 10 para desaposentar, desaposentação, desaposentadoria.

Minha escolha é …

A língua é um sistema de possibilidades. Generosa, oferece um leque de opções — todas corretas. Nós, falantes, escolhemos a mais adequada. Casa, lar, morada, residência, domicílio, pousada, qual a melhor? Depende do texto. Aposentação ou aposentadoria? Aposentadoria é mais comum. Soa mais natural. Que tal lhe estender o tapete vermelho?

Sabia? Aposentar, aposentadoria, aposentação têm família pra lá de descansada. O pai do respeitável clã é o latim pausare . Dele derivam pousar, pouso, aposento, aposentadoria, aposentador & cia. Assim, na origem, o aposentado era a criatura que se recolhia aos aposentos, aos quartos de casa. Daí a expressão vestir o pijama.

O tempo mudou o enredo. Antes, aposentar-se era conquistar o merecido descanso. Hoje aposentar rima com recomeçar. Salário baixo pede complementação. Onde buscá-lo? Casar de novo é difícil. Receber herança parece delírio . Ganhar na loteria? Nem pensar. A Mega prima pelo mau humor. O jeito? Tirar o pijama, calçar as chuteiras e partir pra luta. Deus ajuda quem se ajuda.

Fonte: Blog da Dad

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura, Livros, Língua Portuguesa

Fale certo: o tomate ou o preço dele é que estão caros?

Clique aqui para assistir o vídeo. Fonte: blog da Dad Squarisi

fale certo - dad Squarisi

1 comentário

Arquivado em Literatura, Livros, Língua Portuguesa

Os pouco conhecidos e lembrados brocardos jurídicos

Por Vladimir Passos de Freitas

Os brocardos jurídicos, também chamados de  axiomas  ou de máximas jurídicas, constituem um pensamento sintetizado  em uma única sentença, que expressa uma conclusão reconhecida como verdade consolidada.

Os brocardos assemelham-se aos provérbios, estes traduzindo a sabedoria popular, aqueles as máximas colhidas na prática do Direito. O prestígio dos brocardos varia conforme o tempo e o lugar.

Alguns atravessaram séculos gozando bom conceito. Por exemplo “ad impossibilia nemo tenetur” (ninguém está obrigado ao impossível). Ele continua adequado a várias situações concretas, como uma ordem judicial que requisite o cumprimento de diligências que demandem profunda pesquisa, no prazo de 24 horas. Outros brocardos perderam sua utilidade por não serem reconhecidos como verdades consagradas. Por exemplo, “testis unus, testis nullus” (uma testemunha não faz prova). Na verdade, uma testemunha pode, com depoimento convincente, ser prova suficiente para a procedência de uma ação civil ou penal.

Miguel Reale ensina com clareza “que, se nem sempre traduzem princípios gerais ainda subsistentes, atuam como ideias diretoras, que o operador de Direito não pode a priori desprezar” (Lições Preliminares de Direito, Saraiva, p. 315). (continua) Fonte: Conjur

Deixe um comentário

Arquivado em Artigos e entrevistas

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa…

Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do quintal. Foi averiguar e constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.
Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar  pular o muro com os patos, disse-lhe:
— Oh, bucéfalo anácrono!    Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o  recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à  socapa.  Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da  minha elevada prosopop e  ia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com  minha bengala fosfórica, bem no alto da tua  sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada.
O ladrão, confuso, diz:   — Dotô, resumino… Eu levo ou dexo os pato?
Fonte: Blog da Dad

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura, Livros, Língua Portuguesa

Ano-novo tem hífen

Uma semana depois do Natal, ops! Lá vem ele. É 2013 que se senta no trono e  manda 2012 fazer companhia ao passado. Ao falar na efeméride, um cuidado se  impõe. O primeiro dia do ano não é festa religiosa. Escreve-se,  pois, como os demais vocábulos vira-latas — com letra pequenina. Mas ele tem uma  marca. Grafa-se com hífen. Tem plural:     Que o ano-novo seja pleno de  realizações. Feliz ano-novo, amigo. Que tal aproveitar o ano-novo para dar uma  guinada na vida? Fonte: Blog da Dad

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura, Livros, Língua Portuguesa

Réveillon é palavra francesa

Na língua de Descartes, Sartre e Victor Hugo, réveiller quer dizer acordar. No réveillon, desperta-se o ano, que  nasce com fogos, champanhe e carnaval. Olho vivíssimo, por favor. Apesar da  pompa, réveillon é substantivo vira-lata. Grafa-se assim — com ll, acento e  letra pequenina:     Onde vamos passar o réveillon? O réveillon mais famoso do  Brasil é o da praia de Copacabana. Muitos clubes da cidade festejam o réveillon.  Fonte: Blog da Dad

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura, Livros, Língua Portuguesa

Natal é festa religiosa e se escreve com inicial maiúscula

O fim do ano chegou. Como ele, as festas mais badaladas do calendário  cristão. O Natal domina o cenário. Vitrines, pinheiros, presépios, Papais Noéis,  pisca-piscas fazem a festa. O bolso, engordado com o 13º salário, dá coceira.  Estimula as compras e conjuga o verbo presentear. A lembrancinha, claro, vai  acompanhada de cartão. Aí, todo cuidado é pouco, pouquíssimo. Tropeços roubam o  brilho do gesto. Olho vivo. O blogue dá dicas pra que a mensagem acrescente  lantejoulas ao pacote jeitoso.

Natal

Natal é festa religiosa. Tem pedigree. Por isso se escreve com inicial  maiúscula como Páscoa, Missa do Galo, Dia de Reis. Flexiona-se no plural do  mesmo jeitinho que os demais nomes próprios:     Passei vários Natais com a  família. Agora mudei de planos. Vou cair no mundo. Volto no Dia de  Reis.  

Companhia

Atenção, muita atenção. Natal é nome próprio. Os adjetivos que o acompanham  não têm nada com a grandeza do dissílabo. Grafam-se com a inicial mixuruca.  Assim:     Pra você, feliz Natal. Espero um ótimo Natal pra mim, meus amigos e  meus inimigos. Fonte: Blog da Dad

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura, Livros, Língua Portuguesa

Papai-noel pode ser sinônimo de presente, substantivo comum.

Sabia?  Papai-noel pode ser sinônimo de presente, lembrancinha. Ganha, então, nova cara.  Substantivo comum, escreve-se com hífen e a inicial minúscula:       Comprei  papais-noéis de reserva. Se aparecer alguma visita inesperada, um papai-noel lhe  estará reservado. Bom, não?   Fonte? Blog da Dad

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura, Livros, Língua Portuguesa

Papai Noel se escreve com letra maiúscula e pode ser usado no plural

O bom velhinho tem cara de gente boa. Gordo, roupa vermelha,  barbas brancas, pratica a ação que agrada a todos. Dá presentes. A meninada o  bajula. Dá-lhe abraços, beijos e tira fotos. Muitos lhe escrevem cartas. Ele se  vira. Faz o que pode pra retribuir a gentileza. Faça o mesmo. Escreva Papai Noel  assim — com letras grandonas e, quando necessário, no plural:     Vamos escrever  uma carta pra Papai Noel? Há shoppings que contratam vários Papais Noéis.  Fonte: Blog da Dad

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura, Livros, Língua Portuguesa

O mundo não acabou! Então, algumas dicas de português

Fim do mundo? Final do mundo? Ambas as formas estão corretas. Mas qual delas bajula os ouvidos do Todo-Poderoso? Use fim como substantivo e final como adjetivo: fim do mundo, fim de semana, fim do ano, fim da novela, fim dos tempos, partida final, solução final, capítulo final. Fonte: Blog da Dad

 

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura, Livros, Língua Portuguesa

O mundo acaba amanhã

Dá um tempo, Senhor 1. Por Dad Squarisi

O calendário maia não deixa dúvida. O mundo acaba na próxima sexta-feira.  Dilma Rousseff, afogada em mil atribuições, deixou a coisa correr solta.  Alertada, caiu na real. Não tomara nenhuma providência pra fazer frente ao fim  final.

Em menos de uma semana, era impossível aprovar projetos no Congresso. O jeito  foi recorrer       a     medida provisória.  Assessorada por Gilberto Carvalho, cuja passagem por seminários lhe dera amplo  conhecimento das idiossincrasias divinas, Sua Excelência pôs mãos à obra.

Determinou o adiamento do fim do mundo. A razão: o país não está preparado  para evento de tal magnitude. Precisa modernizar a infraestrutura, racionalizar  a burocracia e baixar o custo Brasil. Não só. Tem de ampliar os cemitérios e  qualificar coveiros. Concursos públicos, editais e licitações não se fazem de um  dia para outro. Tempo, Senhor!

A redação

Texto com tanto poder tem de       ser cercado  de cuidados     . Além de obedecer à redação legislativa, precisa respeitar as  manhas e artimanhas da língua. A primeira questão: medida provisória se grafa com a inicial pequenina ou grandona?

Discriminação é crime. A medida provisória embarca na canoa dos textos   legais. Ganham maiúsculas os numerados ou conhecidos pelo nome. Assim:      Medida  Provisória 300, Medida Provisória das Mensalidades Escolares, Medida Provisória  do Fim do Mundo, Lei 3.112, Decreto-Legislativo nº 36, Portaria 2        1       .   

Nos demais casos, é tudo mixuruca da silva:      No Brasil, há leis que não  pegam. A medida provisória autoriza o presidente da República a legislar. Não li  toda a portaria baixada pelo ministro. Você leu?  

Fonte: Blog da Dad

 

Deixe um comentário

Arquivado em Literatura, Livros, Língua Portuguesa

(Vídeo) Placas erradas

Clique aqui para acessar o vídeo. Fonte: Blog da Dad

Placas erradas

 

Deixe um comentário

Arquivado em Fotos, audios e vídeos