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Terra sem história: depois de abolida a escravidão, a condição de trabalho de seringueiros na Amazônia choca Euclides da Cunha

Artigo comenta o livro “À Margem da História (1909)”, de Euclides da Cunha, no qual o autor narra o sistema de endividamento e trabalho degradante nos seringais da Amazônia, no começo do século XX.

O sertão amazônico, e sua cultura de seringueiros, foi objeto de À margem da história, do escritor Euclides da Cunha. Na foto, modelo da indústria de borracha, retirado do Museu Publico de Milwaukee. (Reprodução / Original da Biblioteca do Congresso Americano - Washington)O sertão amazônico, e sua cultura de seringueiros, foi objeto de À margem da história, do escritor Euclides da Cunha. Na foto, modelo da indústria de borracha, retirado do Museu Publico de Milwaukee. (Reprodução / Original da Biblioteca do Congresso Americano – Washington)

“O seringueiro é o homem que trabalha para escravizar-se”. Menos de duas décadas após a princesa Isabel assinar a Lei Áurea, as condições de vida dos trabalhadores nos seringais da Amazônia assombraram Euclides da Cunha. Aquela era, em suas palavras, uma “terra sem história”.
Estávamos no começo do século XX, e o escritor gozava de fama e prestígio após a publicação do clássico Os sertões (1902). A convite do superchanceler do Itamaraty à época, o eminente Barão do Rio Branco, Euclides da Cunha partiu para a Amazônia no final de 1904 como chefe da Comissão Brasileira de Reconhecimento do Alto Purus. O grupo tinha a missão de realizar as demarcações da fronteira entre o Brasil e o Peru. Continua. Fonte: Revista História.

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Cronologia da Organização Internacional do Trabalho

cronologia da OITA Organização Internacional do Trabalho (OIT) foi criada em 1919, como parte do Tratado de Versalhes – que pôs fim à Primeira Guerra Mundial – para refletir a crença de que a paz universal e duradoura só pode ser realizada se for baseada na justiça social.

O texto fundado da organização foi redigido entre janeiro e abril de 1919, por uma comissão criada pela Conferência da Paz.

Acesse aqui o vídeo

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Cartas de soldados da I Guerra são disponibilizadas on-line

Historiadores digitalizaram documentos extraviados para que descendentes possam ter acesso às mensagens deixadas por seus familiares.

Barão Manfred von Richthofen saúda na frente funcionários com agentes do esquadrão de combate ( Hulton/Getty Images.

Milhares de cartas de soldados europeus que serviram na I Guerra Mundialforam digitalizadas e disponibilizadas na internet para que os descendentes dos combatentes, que nunca receberam os escritos, possam finalmente conhecer seus conteúdos.

Continua na fonte: Veja.

Trechos de cartas de soldados da Primeira Guerra Mundial

“Estou me preparando para lutar e só me arrependo de não ter visto vocês antes de partir, mas, mãe querida, não perca a esperança. Eu posso voltar para casa um dia.”

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Golpe contra os livros

O golpe civil-militar que instalou a ditadura no dia 1º de abril de 1964 teve profundas repercussões na indústria editorial brasileira. Em vários níveis. A mais evidente e comentada foi a censura a livros, e os ataques a algumas editoras, com a prisão dos seus responsáveis. O mais conhecido desses é o caso da Civilização Brasileira. Ênio Silveira era ligado ao PCB. Mas sempre atuou com uma independência intelectual admirável, e editou muitos livros que seriam abominados pelo partidão. Pagou caro por isso, com a bomba que foi jogada na sede da editora e da livraria, na Rua Sete de Setembro, no Rio de Janeiro, o incêndio do depósito e o estrangulamento do crédito. A Civilização Brasileira é um exemplo paradigmático da resistência dos editores. Não foi a única, mas a verdade é que a censura violenta contra a Civilização Brasileira deixou muitos e muitos editores em estado de “auto-censura”, com raras exceções.

É bom lembrar que o maior volume de livros censurados o foi por conta da “moral e dos bons costumes”. Nesse sentido, o caso do Rubem Fonseca é paradigmático. O autor fez parte do grupo civil que deu respaldo “intelectual” ao golpe de 1964, no IPES fundado e dirigido pelo general Golbery do Couto e Silva, o fundador do SNI. Era advogado da Light e suas credenciais de direitistas sempre foram impecáveis. Mas, excelente escritor que é, Rubem Fonseca mostrou um retrato cáustico da burguesia carioca, em particular em alguns contos do Feliz ano novo. A reação foi fulminante, e o livro foi fazer companhia aos escritos por Adelaide Carraro e Cassandra Rios. Continua na fonte: Blog do Galeno.

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Veja o documentário: O Pasquim – a Subversão do Humor”, sobre periódico

pasquim_150x92Clique aqui para assistir ao documentário.

Em 1969, ano particularmente duro no regime militar, surgiu no Rio de Janeiro “O Pasquim”, tablóide que, com sua irreverência, humor e anarquia, daria uma nova roupagem e linguagem ao jornalismo brasileiro, uma forma mais coloquial à publicidade e causaria um forte abalo nos níveis da hipocrisia nacional. A TV Câmara conta no documentário “O Pasquim – a Subversão do Humor”, através dos principais personagens desta história, como ele invadiu o Brasil, enfrentando a censura e a cadeia com o riso aberto, como se fosse mais uma das farras da turma de Ipanema.

Em O Pasquim, Jaguar, Ziraldo, Sérgio Cabral, Luiz Carlos Maciel, Marta Alencar, Miguel Paiva, Claudius, Sérgio Augusto, Reinaldo, Hubert lembram como se escreveu esta página da nossa história e Angeli, Chico Caruso, Washington Olivetto e Zélio como ela foi determinante para as páginas seguintes. Continua na fonte: Ag. Câmara.

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Caderno Especial – Livros & ideias, sobre a censura durante a ditadura militar.

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Um capítulo sequestrado da história do livro no Brasil
A censura às publicações durante os governos militares (1964-1985)
Por Juliene Coelho

Livro censurado
Porque não podemos esquecer o que A repressão política nos fez
Por Chico de Paula

Veja mais: Revista Biblioo.

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Conheça um pouco mais sobre a memória da Justiça do Trabalho

O Memorial do TST guarda relíquias da Justiça trabalhista.

Idealizado a partir da obra de André Malraux[i], o Museu Imaginário da Justiça do Trabalho, objetiva integrar a Memória Coletiva da Justiça do Trabalho, em um único repositório, permitir o acesso a tais conteúdos a partir de um único ponto de consulta, rompendo as barreiras geográficas, espaciais e de tempo.

A iniciativa permite a difusão do patrimônio histórico da Justiça do Trabalho, propõe o compartilhamento, um ambiente voltado para construção de novos saberes, ainda que estas memórias estejam guardadas nos seus domicílios.

A Memória da Justiça do Trabalho é composta pelo Tribunal Superior do Trabalho e 24 Tribunais Regionais do Trabalho. Cada Centro de Memória, Memorial e/ou Espaço Cultural abrigam parte desta Memória.

Para conhecer o site do Memorial, clique aqui. Faça uma visita virtual.

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50 anos do golpe de 64

Veja os principais fatos que levaram ao golpe militar de 1964 e dos 21 anos da ditadura militar: Estadão.

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‘Terror cultural’: a perseguição a editores e livreiros na ditadura

Editoras e livrarias que se tornaram referência para opositores enfrentaram forte repressão, incluindo atentados a bomba, mas ajudaram a manter vivo o debate político. Por Guilherme Freitas
Numa das muitas ocasiões em que foi preso durante a ditadura, em maio de 1965, o editor Ênio Silveira recebeu uma inesperada demonstração de apoio. Na mira do regime desde o início por sua atuação à frente da Civilização Brasileira, casa de vários autores de oposição, ele foi detido por promover uma feijoada em homenagem ao ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, cassado logo após o golpe. A prisão arbitrária foi contestada por um abaixo-assinado com mais de mil nomes, de militantes históricos de esquerda ao compositor Pixinguinha. E por um bilhete manuscrito do marechal Castelo Branco ao chefe de seu Gabinete Militar, general Ernesto Geisel: “Por que a prisão do Ênio? Só para depor?”, perguntava o presidente. “Apreensão de livros. Nunca se fez isso no Brasil. Só de alguns (alguns!) livros imorais. Os resultados são os piores possíveis contra nós. É mesmo um terror cultural”. Continua na fonte: O Globo.

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Hoje na história: em 1905, morre Julio Verne, o pai da ficção moderna

Morre Julio Verne. Jornal do Brasil: Sábado, 25 de março de 1905. “Traz-nos o telégrafo a notícia de que faleceu em Amiens o conhecido romancista Julio Verne. Quem há dentre nós que não deva ao imaginoso escritor muitas horas de sonhos e maravilhas?
Trazendo no espírito o amor do desconhecido e das aventuras arrejadas, todavia limitou-se a efetua-las, dentro das paredes do seu gabinetes, na calma e no isolamento dos sonhadores
“. Continua na fonte: Jornal do Brasil.

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Hoje na história: Em 1945, a morte de Mário de Andrade

a um ataque de angina do peito, e a sua morte representou a mais brutal das surpresas para os seus amigos. Sua vida foi dedicada ao estudo, à meditação e à pesquisa. Pertencendo àquela melancólica geração que alvoreceu para a vida quando estava no auge a primeira conflagração mundial, deixou refletir em seu espírito dores e angústias daquele momento crucial do mundo. Seu primeiro livro foi publicado em 1917 com o título: Há uma gota de sangue em cada poema“. Jornal do Brasil

 

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Fotografias das bibliotecas paulistas no século passado

William compartilhou essa incrível foto de crianças pegando livros emprestados na Biblioteca Infantil Municipal de São Paulo em 1946, e Briquet compartilhou uma foto também sensacional da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato de 1952, então decidi dar uma olhada no Portal de Acervos da Secretaria Municipal de Cultura para garimpar outras imagens. Segue:

Biblioteca Infantil da Moóca, 1966

Biblioteca Circulante, 1937

VEJA MAIS. Fonte: Bibliotecários sem fronteiras.

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Um game sobre a Proclamação da República, baseado no livro “1889”, de Lurentino Gomes

1889

1889 – O caminho para a Proclamação da República: entenda, neste especial desenvolvido por Laurentino Gomes, os fatos que levaram ao fim da Monarquia. Clique aqui e acesse. Fonte: Educar para crescer.

 

 

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História da Fundacentro ganha site temático no portal da instituição

Site Resgate HistóricoA Fundacentro lança, neste mês, o site temático Resgate Histórico no portal institucional. Nele é possível conhecer, por meio da Linha do Tempo, a história de criação da instituição e os principais fatos que marcaram sua atuação nas décadas de 1960 e 1970. Já o Cantinho da Memória traz imagens e matérias como a fotografia do início da construção do Centro Técnico Nacional – CTN em 1981, publicada no Fundacentro Notícias de janeiro de 2011.

O site permite o acesso direto aos vídeos institucionais. Um deles é o documentário Pilares da Fundacentro, que foi lançado na Semana da Pesquisa, no mês de outubro e disponibilizado no portal em dezembro. O material foi produzido a partir da pesquisa do Grupo de Resgate Histórico – GRH. Outros vídeos disponíveis são O mundo predileto de Ramazzini, o vídeo institucional dos 30 anos e o vídeo institucional dos 42 anos.

No link Personalidades, é possível conhecer um pouco da vida de pessoas que fizeram parte da história da Fundacentro e dão nome à entidade e a seus espaços: o engenheiro Jorge Duprat Figueiredo, primeiro presidente da instituição; o jurista Eduardo Gabriel Saad, que nomeia a biblioteca desde 1994; e os médicos Diogo Pupo Nogueira e Edson José de Barros Hatem. O primeiro batiza, no ano de 2003, a sala do conselho, do qual fez parte. Já Hatem dá nome ao auditório do Centro Técnico Nacional – CTN.

O site Resgate Histórico também traz depoimentos de pessoas que passaram pela Fundacentro. Esse espaço será ampliado com novos registros. O GRH já tem realizado as entrevistas e mais pessoas serão ouvidas. Por fim, ainda é possível consultar a história da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO), que existe desde março de 1973, e o histórico para a construção da memória institucional no Espaço Memória. Fonte: Fundacentro.

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A história do mundo em 2 minutos

história do mundoClique aqui para assistir.

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