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Primeira biblioteca digital para cegos recebe prêmio da OEA

Cegos

A Organização dos Estados Americanos (OEA) acaba de premiar como uma grande ferramenta de inclusão a primeira biblioteca digitalizada para cegos. Desenvolvida por um deficiente visual, o argentino Pablo Lecuona, a biblioteca recebeu o nome de TifloLibros pelo seu fundador.
Tiflos é uma ilha de onde os cegos eram banidos, segundo a mitologia grega. “Não se trata de que o mundo se adapte ao deficiente, mas que ele encontre as ferramentas para a inclusão”, argumentou o homem de 41 anos, que ficou cego ainda criança após ter nascido com pouca visão.

A ideia de Lecuona é que as pessoas tenham um “olhar diferente” sobre sua deficiência. Ele começou sua aventura com a convicção de que com “a cegueira não acaba o mundo”, disse à Agence France-Presse. “Ganhamos o primeiro prêmio entre 600 projetos que foram apresentados na Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre contribuição para a redução da pobreza e da desigualdade na América Latina e no Caribe”, disse Lecuona. Ele sente que agora é uma “responsabilidade pensar muito bem” em como investir estes 75 mil dólares que receberão em meados de novembro, verdadeira fortuna para a ONG, garantiu. Continua. Fonte: Minha Biblioteca.

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Ler com as mãos na era digital: livros para cegos

A Biblioteca Nacional produz e distribui livros para cegos desde 1969. Além de livros em braile, aqui também já é possível requisitar livros em formato áudio e digital.

Uma voz feminina dá voz ao Quinto Livro de Crónicas de António Lobo Antunes no “smartphone” de Carlos Ferreira, responsável pela Área de Leitura para Deficientes Visuais da Biblioteca Nacional. Cego de nascença, Carlos é Licenciado em Organização e Gestão de Empresas e conta com as novas tecnologias para ler em braile ou ouvir um livro digital em qualquer lugar.

Mais do que ouvir, Carlos gosta de ler. Para tal, basta ligar ao telemóvel, via Bluetooth, um dispositivo portátil com uma linha braile. À medida que lê cada frase, os pontos sobem ou descem nesta linha, para formar novos caracteres.

É possível guardar centenas de livros digitais na biblioteca de um “smartphone”. A Biblioteca Nacional oferece uma cópia destes livros aos seus leitores, mediante pedido. Levá-los para fora de casa, em formato braile, seria uma tarefa impossível. “Seriam precisos camiões para transportar os meus livros digitais caso fossem de papel”, diz Carlos Ferreira. Continua. Fonte: RR Renascença.

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