Lá naquela montanha

 

“O dedo de deus, Serra dos Órgãos, Rio de Janeiro, Brasil, Terra, Via Láctea, Universo, Infinito e a total incompreensão.”

 

[Sob os auspícios de Epicuro.]

Um dedo de deus aponta

sabe-se lá o quê

um dedo aponta,

outro sabe-se quando

deus apronta

e a unha rasga

traça o plano, o dedo,

mas a traça apronta

deus se cala?

deus fala?

deus onde?

deus rasga, desvenda,

o plano e a ponte e o nada

às vezes o dedo passeia

e o diabo sempre acaricia

afinal,

deus eu?

deus quando?

deus como?

e tu, deste a face hoje?

ora, e agora?

deus por quê?

deus quem?

deus o quê?

Por Romilson Sampaio Almeida

4 Respostas para “Lá naquela montanha

  1. Pingback: Espaço do escriba: “Lá naquela montanha [Sob os auspícios de Epicuro]“ | Biblioteca do MPT/RN

  2. Observei tb que a legenda da foto é outro poema dentro do poema. Parabéns!

  3. egall@ig.com.br

    Hummm! falar de deus aqui, acolá… escrevê-lo com letras minúsculas… sei não… O Epicuro, apesar dos milênios, ainda continua no escuro!

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