Escrito

[Para Virgínia Gualberto, com saudades daqueles tempos!]

Escreva?
Alguma?
Coisa?
Coisa há que alguém escreva?
Alguém há que escrava coisa?
Escavo coisa, escrevo alguém?
Escravo alguém, liberto a coisa?
Escrevo algo, coisa escrava?
E se o algo escreve, qual a coisa escrava?
Melhor escavar a alma?
Libertar a coisa?

“Ah, vida besta, meu deus” que nunca houve!

Mas…
se alguém escava uma coisa no ar…
…se algo escreve, coisa liberta há!

Autor: Romilson Sampaio Almeida

8 Respostas para “Escrito

  1. Pingback: Espaço do escriba: “Escrito [Para Virgínia Gualberto, com saudades daqueles tempos!]“ | Biblioteca do MPT/RN

  2. Carolina Villaça

    Essa é uma daquelas coisas que a gente queria ter escrito, mas alguém mais inspirado que a gente escreveu antes! E que inveja da Vírginia, que inspirou o autor!

    • egall@ig.com.br

      Carol, ao poema “Milner Fernandes comentou a publicação no mural dele [no “Face”]: “Demais, demais acordar bem cedo, acessar a internet e dar com um texto desses. Servo das letras q. sou, estou fruindo agora (pra ñ escrever q. gozo). Texto prazeiroso de um sujeito livre (…)” AO que eu respondi o que se segue.

      “Querido Milner, beijos, beijos, beijos… Que saudade, cara! Fiz há algum tempo o “meu” facebook mas nunca dei importância para ele. Eis que recebi uma solicitação da Carla “Rainhas”… Ao responder a ela, tive a oportunidade de reencontrar tantas pessoas… Ela própria, você, Anderson, Virgínia (engraçado, parece que ela está na Paraíba, aqui do lado…), Alan, Sérgio, até o professor Secchin (nem sei se é assim que se escreve, depois confirmo)… Aí, não pude, nem quis, evitar as saudades!! Quanto ao poemeto, libertei-o ontem mesmo, assim: ao entrar no “face” de uma recém-adicionada amiga, deparei-me com um espaço (um mural?) desafiando-me (ou provocando-me ou atraindo-me ou inspirando-me…) com a frase “Escreva alguma coisa”, e aí então deu no que deu. Brinquei com a própria frase, coloquei algumas palavras, depois tirei outras, tornei a colocar algumas tiradas, mandei uma frase que estava na direita ir para a esquerda e vice-versa, a de cima para baixo, a de baixo para ‘riba’, um pouco de nostalgia, outro tanto de saudade, boa vontade, lembrança, lágrimas sorrisos sentimentos etc. etc. etc. Depois, concluí que ele tinha a cara da Gualberto. Posto que, dedique-o a ela!

      • Carolina Villaça

        Uma delícia o poema e incrível a explicação! Bem vindo ao Face, então! Não deixe de me adicionar! Um grande abraço!

  3. Thaissa

    Que massa, Romilson! Parabéns pelo talento! 🙂

  4. Graça

    Carol disse tudo: “uma delícia o poema e incrível a explicação!”. O que é o talento, né? uma frase comum, inspira o poeta…

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