Arquivo do dia: 08/03/2018

Dia Internacional da Mulher: MPT-RN lança campanha na televisão e sedia ato pelos direitos das mulheres no trabalho

Evento acontece no dia 8 de março, no auditório do MPT em Natal

Natal (RN), 07/03/2018 – Apenas 50% das mulheres em idade economicamente ativa participam do mercado de trabalho. Entre os homens, o índice sobe para 76%. Outro aspecto da desigualdade de gênero é a disparidade salarial. Em média, homens ganham 23% a mais do que as mulheres, de acordo com números da ONU Mulheres de 2017. Na data em que o mundo celebra a data de luta por igualdade entre homens e mulheres, o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte (MPT-RN) lança uma campanha televisiva de promoção da igualdade de gênero nas relações de trabalho.

Os três vídeos da campanha têm como temas a maternidade, o assédio moral e o assédio sexual no trabalho, e foram produzidos e serão veiculados pela TV Ponta Negra, afiliada do SBT no RN, como resultado de execução de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Para a procuradora do MPT-RN Izabel Christina Queiróz Ramos, titular da Coordenadora da Promoção da Igualdade no Estado e responsável pelo acordo, a produção de uma campanha de conscientização quanto à igualdade de gênero pela empresa tem efeito educativo amplo. “Não somente a empresa foi sensibilizada pela necessidade de garantia dos direitos da mulher; agora todo o Rio Grande do Norte terá acesso a informação qualificada quanto a esses direitos”, destaca.

Em evento na tarde desta quinta-feira (8), além da campanha, também será lançada a cartilha “Assédio Sexual no Trabalho – Perguntas e respostas”, produzida pelo Ministério Público do Trabalho em parceria com a Organização Internacional do Trabalho no Brasil, com pronunciamento da procuradora e titular da Coordigualdade.

Ato nacional –
Na mesma data, a Confederação das Mulheres do Brasil (CMB) realiza um ato nacional em alusão ao dia 8 de março. Em Natal, o evento é organizado pela Federação das Mulheres do Rio Grande do Norte, com apoio do MPT-RN.

As entidades promotoras do evento farão homenagem a personalidades femininas do Rio Grande do Norte e de outros estados. A mulher esportista, política e magistrada serão algumas das homenageadas.

O evento é aberto ao público e começa às 14h, na sede do MPT-RN, em Natal.

Assessoria de Comunicação (Tatiana Lima e Rachid Jereissati)
Ministério Público do Trabalho no RN
Fones: (84) 4006-2820 ou 2893/ 99113-8454
Twitter: @MPTRN
E-mail: prt21.ascom@mpt.mp.br

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Estatísticas de gênero: responsabilidade por afazeres afeta inserção das mulheres no mercado de trabalho

A proporção de trabalhadores em ocupações por tempo parcial (até 30 horas semanais) é maior entre as mulheres (28,2%) do que entre os homens (14,1%). Isso pode estar relacionado à predominância feminina nos cuidados de pessoas e afazeres domésticos, aos quais as mulheres trabalhadoras dedicavam 73% mais horas do que os homens.

Seja no conjunto da população, seja no universo do trabalho, as mulheres são mais escolarizadas do que eles, mas o rendimento médio delas equivale a cerca de ¾ dos homens. Além disso, no Brasil, 62,2% dos cargos gerenciais (públicos ou privados) eram ocupados por homens enquanto que apenas 37,8% pelas mulheres, em 2016.

A dimensão educacional também revela a grande desigualdade existente entre as mulheres, segundo sua cor ou raça: 23,5% das mulheres brancas têm ensino superior completo, um percentual 2,3 vezes maior que o de mulheres pretas ou pardas (10,4%) que concluíram esse nível de ensino.

Na vida pública do país, apesar da existência de cota mínima (30%) de candidaturas de cada sexo em eleições proporcionais estabelecida pela Lei 12.034, em 2017, as mulheres eram apenas 10,5% dos deputados federais em exercício. Esta proporção (10,5%) é a mais baixa da América do Sul, enquanto a média mundial de deputadas é 23,6%.

Na esfera estadual e distrital, 26,4% dos policiais civis e 9,8% dos policiais militares eram mulheres. Apenas 7,9% dos municípios brasileiros contavam com delegacia especializada no atendimento à mulher em 2014.

Continua. Fonte: Agência IBGE

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Para marcar o Dia Internacional da Mulher, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) convidam todas(os) a buscar inspiração nas grandes mulheres que nos antecederam e abriram espaço para as conquistas atuais na luta pela igualdade de oportunidades e direitos. Há 15 anos, a Coordenadoria Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade) do MPT atua para promover a igualdade de oportunidades para todas as pessoas.

#PraCegoVer

Imagem com fundo preto e foto no canto de Edith Gama, a mulher mais representativa da Bahia entre os anos 1930 e 1940. Sua obra “Problemas do Coração”, publicada em 1930, colocou-a em seu lugar de escritora ensaísta e profundamente tocada pelas questões femininas.

Na imagem, o texto: “o que não somos, nós outras, é essa multidão vibrátil, mais ingênua, pronta a extasiar-se com os efeitos de luz das metáforas eloquentes sobre os quadros de filha, esposa e mãe numa resignação com as belezas que se mostram e as fealdades que se escondem…o que não aprovamos…é tudo isso que decorre da desproporção de direitos e dos desencontros dos deveres.”

Trecho do discurso de Edith Gama proferido na inauguração da 2 Convenção Nacional Feminista, com homenagem a Bertha Lutz – 1934.

Fonte: MPT

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No Dia Internacional da Mulher, oferecemos um poema de Maya Angelou: “Ainda Assim Eu Me Levanto” – (“Still I Rise”)

Ainda Assim Eu Me Levanto – (“Still I Rise”)

Você pode me inscrever na História
Com as mentiras amargas que contar,
Você pode me arrastar no pó
Mas ainda assim, como o pó, eu vou me levantar.
Minha elegância o perturba?
Por que você afunda no pesar?
Porque eu ando como se eu tivesse poços de petróleo
Jorrando em minha sala de estar.
Assim como lua e o sol,
Com a certeza das ondas do mar
Como se ergue a esperança
Ainda assim, vou me levantar
Você queria me ver abatida?
Cabeça baixa, olhar caído?
Ombros curvados com lágrimas
Com a alma a gritar enfraquecida?
Minha altivez o ofende?
Não leve isso tão a mal,
Porque eu rio como se eu tivesse
Minas de ouro no meu quintal.
Você pode me fuzilar com suas palavras,
E me cortar com o seu olhar
Você pode me matar com o seu ódio,
Mas assim, como o ar, eu vou me levantar
A minha sensualidade o aborrece?
E você, surpreso, se admira,
Ao me ver dançar como se tivesse,
Diamantes na altura da virilha?
Das chochas dessa História escandalosa
Eu me levanto
Acima de um passado que está enraizado na dor
Eu me levanto
Eu sou um oceano negro, vasto e irriquieto,
Indo e vindo contra as marés, eu me levanto.
Deixando para trás noites de terror e medo
Eu me levanto
Em uma madrugada que é maravilhosamente clara
Eu me levanto
Trazendo os dons que meus ancestrais deram,
Eu sou o sonho e as esperanças dos escravos.
Eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto!

 

Ouça o poema recitado pelo jornalista Jorge Pontual no programa “Em Pauta”

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