Arquivo do dia: 19/07/2016

21/07/16 – Mesa-redonda “Lei de Cotas: conquistas e ações em prol das pessoas com deficiência e reabilitados no mundo do trabalho”

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Mais de 7 mil vagas faltam ser preenchidas por PCDs no Rio Grande do Norte

Natal (RN), 19/07/2016 – No próximo dia 24 de julho, a lei que instituiu cotas para contratação de pessoas com deficiência (PCDs) pelas empresas completa 25 anos. Para discutir os avanços e desafios no campo da inclusão desses profissionais no mercado de trabalho, será realizada a mesa-redonda “25 Anos da Lei de Cotas: Conquistas e ações em prol das pessoas com deficiência e reabilitados no mundo do trabalho”, que ocorrerá às 9h desta quinta-feira (21), no auditório do Ministério Público do Trabalho/RN.

A partir da Lei 8.213/91, ficou estabelecido que as empresas com 100 ou mais empregados devem preencher cotas de 2% a 5% dos cargos, proporcional à quantidade de colaboradores, com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência.

No Rio Grande do Norte, levantamento da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/RN) aponta que apenas 31,2% das vagas que deveriam ser preenchidas através das cotas, em empresas públicas e privadas, estão efetivamente sendo ocupadas por PCDs. Em números absolutos, dos 10.518 postos de trabalho que se enquadram na Lei de Cotas, 3.286 estão preenchidos.

A taxa de ocupação na administração pública é irrisória e representa menos de 1,5% das 5.339 vagas que se enquadram na política de cotas. Já entre as empresas privadas, 1.972 postos ainda faltam ser preenchidos por pessoas com deficiência.

Mesa-redonda – O evento desta quinta, realizado pela Associação de Pais, Amigos e Pessoas com Deficiência, de Funcionários do Banco do Brasil e da Comunidade (APABB/RN) em parceria com o MPT/RN, tem a finalidade de melhorar a articulação das ações de promoção, defesa e garantia das pessoas com deficiência através da exposição e debate de ideias.

Para discutir o tema, a mesa terá como participantes a procuradora do Trabalho e titular no MPT/RN da Coordenadoria de Promoção da Igualdade e da Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade),  Izabel Christina Queiróz Ramos; o auditor fiscal do Trabalho e coordenador na SRTE/RN das atividades de inserção de PCDs no mercado de trabalho, Rogério de Oliveira; a assistente social do INSS Silvana Soares de Lira; a interlocutora do Programa Senai de Ações Inclusivas, Rosana Ferreira Bezerra; além de representantes de empresas locais.

Assessoria de Comunicação (Thales Lago e Carolina Villaça)
Ministério Público do Trabalho no RN
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E-mail: prt21.ascom@mpt.gov.br

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19/07/2016 · 15:09

Juíza admite prova obtida por meios ilícitos para comprovar retaliação a empregada gestante reintegrada

A prova do assédio moral supostamente cometido pelo empregador é o verdadeiro calcanhar de aquiles das ações trabalhistas. Isso porque, em regra, o assediador adota um comportamento dissimulado, procurando atuar em ocasiões em que não há testemunhas presentes, o que dificulta a prova do comportamento abusivo. Por isso, os julgadores costumam não exigir o mesmo grau de certeza e robustez das provas necessárias às matérias que não envolvem a intimidade da pessoa. E foi exatamente esse o pensamento da juíza Liza Maria Cordeiro, em atuação na 31ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, ao julgar o caso de uma gestante que, após ser reintegrada ao emprego mediante ação judicial, passou a sofrer retaliação no trabalho por parte do seu empregador, um restaurante.

Segundo alegado pela trabalhadora, ela teria sido proibida de entrar na cozinha e beber água filtrada, sendo alvo de perseguição por um dos sócios da empregadora, sócio esse que, inclusive, se recusou a lhe fornecer os vales transportes antes concedidos. A empregadora negou os fatos. E a única prova apresentada foi uma gravação não autorizada, realizada pela trabalhadora, de uma suposta conversa mantida entre ela e o sócio da empregadora.

Diante desse quadro, apesar de a gravação ter sido impugnada porque obtida por meios ilícitos, a julgadora admitiu a prova. “A regra em nosso ordenamento jurídico é a vedação às provas obtidas ilicitamente (art. 5º, LVI, CR/88). Ocorre que tal entendimento vem sendo mitigado, com base nos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, admitindo-se, excepcionalmente, uma prova inicialmente ilícita quando ela visa a proteger bens jurídicos de extremo valor”, esclareceu a julgadora. Para ela, se, num juízo de ponderação de interesses, tem-se de um lado a intimidade e a privacidade e, de outro, a ampla defesa, a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho, devem prevalecer estes últimos. Daí porque a prova deve ser admitida. Continua. Fonte: TRT/3

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