‘Filhos do fogo’ trabalham em condições arcaicas nas caieiras do RN

A boca de pedra parece querer engolir tudo que se aproxima, mas nem seus 800 graus de calor afugentam os foguistas que se revezam na produção. Durante três dias e duas noites ininterruptas, às vezes mais, cerca de dez homens enchem de lenha a garganta da caieira até que ela arrote. Depois saem de perto e descansam.
Os foguistas enfrentam as labaredas pelo menos 140 vezes a cada turno de 12 horas para garantir a produção do óxido de cálcio, a cal, como conhecemos. Movimento repetitivo que não pode parar. Como a estrutura é arcaica, quase medieval, a fuga de calor intensa pode botar toda a produção a perder e o prejuízo para o industrial é imenso. Pior ainda para os trabalhadores que ficarão sem o dinheiro do salário.
Trabalhar na queima da cal é como ir ao inferno. De dia, com o calor do semiárido nordestino, a situação é ainda pior. Principiantes costumam desistir, dizem os mais velhos, mas depois voltam por não conseguirem outro emprego. Trabalhar neste ramo não é questão de se acostumar, mas de sobreviver.

Leia direto da fonte. Fonte: Novo Jornal

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