Arquivo do dia: 12/08/2015

Bibliotecas podem aquecer vendas de e-book

 Com a aparente estabilização do mercado de varejo de ebooks, uma antiga preocupação das principais editoras norte-americanas, as Big Five, pode se tornar um caminho para reaquecer as vendas: flexibilizar os termos de licenciamento de ebooks para bibliotecas. Ao menos é o que defenderam executivos das distribuidoras OverDrive, 3M e Baker & Taylor ao Library Journal.Em 2014, as vendas de ebooks cresceram 3,8% – o que não é ruim, mas não se compara com índices de anos anteriores. Dessa forma, reforçar as vendas institucionais deve se tornar prioridade.

De acordo com o CEO da OverDrive, Steve Potash, “ainda há muito o que crescer (em vendas) institucionais, e há oportunidades significativas para crescimento com educação. Com o varejo estável, é preciso experimentar”.

Já David Cully, da Baker & Taylor, lembrou que as editores sempre temeram desenvolver modelos de empréstimo de ebooks porque queriam garantir que esses modelos não afetassem as vendas do varejo. Assim, consagrou-se o modelo “um livro, um usuário”. Contudo, com as principais editoras competindo por fatias do mercado institucional, os termos para bibliotecas tendem a ficar mais flexíveis. “Creio que a tendência é de que, com o tempo, os modelos das editoras se estabilizem e se tornem similares. Mas ainda estamos nos primeiros estágios”, projeta Cully.

Tom Mercer, gerente de marketing da 3M ressalta que “as editoras estão avaliando seus modelos agora que já faz um tempo que estão no mercado de bibliotecas. Acho que a maioria delas acredita que bibliotecas são um bom negócio para participar. Não diminuem as vendas para o consumidor”.

Texto original: Library Journal  Fonte: Biblioteca do Bibliotecário

URL: http://lj.libraryjournal.com/2015/07/technology/ebooks/ebook-vendors-anticipate-big-five-licensing-terms-becoming-more-flexible/#_

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Prêmio MPT de Jornalismo: “O trabalhador na berlinda: os dilemas da terceirização em Pernambuco”

“A série “O trabalhador na berlinda: os dilemas da terceirização em Pernambuco” traz um panorama das terceirizações no estado. Na primeira reportagem, o jornalista Carlos Moraes mostra o cenário geral, com foco nas empresas de teleatendimento. Na segunda, a situação de quem trabalha nas empresas de asseio e conservação e a polêmica em torno do projeto de lei que regulamenta a terceirização no País. As reportagens veiculadas na Rádio Jornal são finalistas do Prêmio MPT de Jornalismo. Confira: http://mais.uol.com.br/view/15457470 ‪#‎FinalistasMPT‬

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Prêmio MPT de Jornalismo: “Os Horizontes nos Lixões”

 
Especial Lixão – Os Horizontes nos Lixões
São sete horas da manhã. Começa a cessar a neblina que às vezes paira sobre as rodovias e estradas de terra – no início dos dias – na área rural de Castanhal, município do nordeste paraense, distante 68 quilômetros da capital Belém. “A realidade de quem teve a esperança de uma vida melhor retirada ou renovada com o lixão de Castanhal, na região metropolitana de Belém, é mostrada no especial multimídia do Diário Online “Os horizontes do lixão”. O jornalista Hélio Granado se aproxima dos catadores e revela quão tênue é a linha que separa o convívio diário de crianças e adolescentes no local com a realidade do trabalho infantil. Entre as pessoas que aguardavam a primeira “carrada” de lixo, a reportagem flagrou crianças entre 12 e 15 anos ajudando os pais e procurando itens para consumo próprio, como brinquedos e vestimentas. O trabalho é finalista do Prêmio MPT de Jornalismo, assim como as imagens captadas pelo fotojornalista Cezar Magalhães. www.diarioonline.com.br/especial/lixao
diarioonline.com.br

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Justiça do Trabalho já reconhece vínculo entre esquizofrenia e profissão

Por Raimundo Simão de Melo

O Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região concedeu indenização por danos morais e materiais a um motorista acometido de esquizofrenia, considerada doença ocupacional, equiparada a acidente de trabalho. O Tribunal entendeu que houve nexo concausal entre o distúrbio de episódios depressivos, a esquizofrenia do reclamante e a atividade profissional exercida por ele como motorista do transporte coletivo urbano, confirmando sentença de primeira instância (Processo 0000254-15.2012.5.18.0005).

A empresa reclamada alegou que tanto a personalidade do trabalhador, principalmente por ser portador de esquizofrenia, como o uso de bebida alcoólica em excesso e o fato de ser fumante, foram os verdadeiros causadores ou agravantes da sua situação clínica. Continua. Fonte: Conjur.

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Programa Jornada fala sobre as mudanças trazidas pela chamada Lei dos Caminhoneiros

O Programa Jornada desta semana traz reportagem especial sobre as mudanças trazidas pela chamada Lei dos Caminhoneiros. Nossas equipes passaram por várias estradas para mostrar os impactos trabalhistas da nova legislação. O texto da Lei 13.103/2015, sancionado em março, organiza a atividade dos motoristas profissionais e define questões como jornada de trabalho, seguro por acidente e tempo de descanso e repouso.

No quadro Saúde e Segurança no Trabalho, as dicas de prevenção de quedas para os alpinistas industriais, profissionais responsáveis por execução de tarefas em altura, como instalações, limpezas e até salvamentos. Esses serviços demandam técnicas especiais para que não ocorram acidentes. Vamos também até Campo Grande conhecer um projeto desenvolvido pelo TRT de Mato Grosso do Sul que ajuda estudantes a entenderem melhor como funciona um julgamento na segunda instância. Desde 2012, o TRT na Prática busca aproximar, cada vez mais, a justiça dos cidadãos.

E no quadro Jornada Extra, a rotina de um servidor do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília, que também se dedica a transmitir conhecimentos de ioga. Depois de dez anos estudando o método hatha yoga, prática que trabalha o corpo e a mente com exercícios, o servidor decidiu repassar seus conhecimentos por meio de aulas gratuitas.

O Jornada é exibido pela TV Justiça às segundas-feiras, às 19h30, com reapresentações às quartas-feiras, às 6h30, quintas-feiras, às 10h30, e sábados, às 17h30. Todas as edições também podem ser assistidas pelo canal do TST no Youtube: www.youtube.com/tst.

Confira a íntegra da última edição. Fonte: TST.

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Menor exposto a agentes insalubres consegue rescisão indireta

O trabalho em condições insalubres é proibido aos menores de dezoito anos. Essa vedação visa proteger a saúde do trabalhador menor, já que ele ainda está em fase de desenvolvimento físico e mental e, por essa razão, fica muito mais suscetível aos efeitos nocivos dos agentes insalubres, comparado a um trabalhador adulto. A esse respeito, dispõe a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 7º, inciso XXXIII. Nesse sentido também, a CLT (artigo 405, inciso I) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (artigo 67, inciso II).

E foi justamente a inobservância dessa proibição que levou a empregada de uma rede de lanchonetes a pleitear a rescisão indireta de seu contrato na Justiça Trabalhista. Ao apreciar o pedido, a juíza Vanda de Fátima Quintão Jacob, titular da 18ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, entendeu que a empregada tinha razão. Isso porque, determinada a realização de prova técnica, o perito constatou que a autora realizava atividades em rodízios com os demais colegas, trabalhando em todas as seções da lanchonete, que abrangiam o setor de batatas, o de sorvete e de apoio à cozinha. Todos os dias, pelo menos uma vez ao longo da jornada, a trabalhadora, que era menor de idade, acessava o interior da câmara congelada e lá permanecia por um minuto ou mais.

Conforme frisou a julgadora, o trabalho em condições insalubres afeta a saúde do empregado, em ofensa a normas de caráter público que independem da vontade das partes, atraindo a incidência do artigo 483, letra ¿d¿ e artigo 3º da CLT.

Nesse contexto, a magistrada decretou a rescisão indireta do contrato na data do último dia trabalhado, determinando que a rede de lanchonetes anote na CTPS a saída, considerando a projeção do aviso prévio. Isso sob pena de multa diária de R$ 200,00 por dia de atraso, nos termos do art. 461, § 4º, do CPC, até o limite de R$ 10.000,00, a ser revertida em favor da reclamante.  Fonte: TRT/3.

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Motorista carreteiro submetido a jornada exaustiva receberá indenização por dano existencial

“Não se pode lidar com pessoas da mesma forma como se opera uma máquina”. Com essas palavras, a juíza convocada Martha Halfeld Furtado de Mendonça Schmidt modificou parcialmente a sentença para condenar uma empresa de transportes ao pagamento de uma indenização no valor de R$10.000,00, por ter submetido um motorista carreteiro a frequentes jornadas exaustivas. Na avaliação da 1ª Turma do TRT-MG, que acompanhou o entendimento da relatora, ficou comprovado que a jornada de trabalho excessiva e habitual imposta ao trabalhador prejudicou o seu convívio familiar e social e impediu o seu direito ao lazer e descanso, repercutindo de forma negativa nas suas relações interpessoais e nos seus projetos de vida, o que caracteriza dano existencial. Continua. Fonte: TRT/3.

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