Arquivo do dia: 08/03/2015

Cultura machista está impregnada na sociedade brasileira, diz socióloga

“A culpa da violência sexual nunca é das mulheres”, afirma socióloga Nina Madsen.

A revelação de que a maioria dos brasileiros concorda que o comportamento da mulher pode motivar o estupro comprova que a cultura machista está impregnada nos homens e nas mulheres da sociedade brasileira, segundo a socióloga e integrante do Colegiado de Gestão do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Nina Madsen. A pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que 58,5% dos entrevistados concordaram totalmente ou parcialmente com a frase “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”. Veja mais: EBC.

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10 histórias de mulheres revolucionárias que você não aprendeu na escola

10 histórias de mulheres revolucionárias que você não aprendeu na escola

Algumas armadas com rifles, outras armadas com a caneta: 10 mulheres que lutaram muito por algo em que acreditavam e que provavelmente nunca serão estampadas em uma camiseta

Todo o mundo conhece homens revolucionários como Che Guevara, mas a história geralmente tende a polir as contribuições de mulheres revolucionárias que sacrificaram seu tempo e suas vidas na luta contra sistemas e ideologias burguesas. Apesar dos falsos conceitos a respeito, existiriam milhares de mulheres que participaram em revoluções ao longo da História, com muitas delas exercendo papéis cruciais. Elas podem vir de diferentes espectros políticos, algumas armadas com rifles e outras armadas com nada além da caneta, mas todas lutaram muito por algo em que acreditavam.

Abaixo estão 10 exemplos dessas mulheres revolucionárias de todas as partes do mundo, que provavelmente nunca serão estampadas em uma camiseta.

Clique aqui para ver. Fonte: Revista Forum.

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As mulheres brasileiras e sua literatura gostosa… de ler!

todaspublicado originalmente em 31.03.2014

Desculpem o trocadilho, mas o assunto é sério: a literatura produzida pelas mulheres brasileiras atualmente é muito gostosa de ler! Ela é tão, tão, tão gostosa que não queria parar de ler, situação que motivou o atraso desta postagem que deveria ter sido feita no Dia Internacional da Mulher.

A ideia de escrever sobre o tema estava em mente desde o ano passado, mas como havia lido um número pequeno de romances ou livros de contos de “novas” autoras nacionais, nada aconteceu, mas o fato que deu início à saga foi a leitura de um artigo no blog de literatura Posfácio, onde o colunista falou da campanha mundial traduzida aqui com o horroroso #LeiaMulheres2014.

Não estou menosprezando autoras consagradas como Clarice Lispector, Hilda Hilst, Raquel de Queiroz, Maria José Dupré, Ana Maria Machado, Lygia Fagundes Telles, Maria Carolina de Jesus ou autoras com obras já consolidadas e amadas como Martha Medeiros, Cíntia Moscovich e Lya Luft ou mesmo a multimidiática Thalita Rebouças e a Paula Pimenta, estas últimas best-sellers infantojuvenis. Continua. Fonte: Bibliotecários Sem Fronteiras.

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Vídeo mostra 100 assédios a uma mulher durante caminhada por Nova York

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Fala-se que o brasileiro é um povo machista e, portanto, desrespeitoso com as mulheres, sem uma atitude semelhante ( supostamente) das nações mais ricas.

Não é o que se viu, pelo menos, numa cidades mais importantes do mundo: Nova York. Uma mulher caminhou pelas ruas da cidade por nove horas e sofreu 100 assédios nesse período. As cenas foram gravadas com câmara escondida por uma entidade ( Hollaback), cuja missão é enfrentar intimidação e assédio verbal sofridos por mulheres nas ruas. Assista ao vídeo. Fonte: Catraca Livre.

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Aborto e machismo no mercado de trabalho

por Jarid Arraes, em 25/09/2014

Nas últimas semanas, a grande mídia passou a dar uma atenção até então inédita para casos em que mulheres morreram devido a um aborto clandestino. Os principais destaques foram Jandira Magdalena dos Santos e Elisângela Barbosa, que, totalmente desamparadas, juntaram dinheiro para recorrer a clínicas clandestinas e acabaram mortas. O que pouco se discute, no entanto, é uma das motivações que levaram essas mulheres ao aborto clandestino: o medo de não serem ou não permanecerem empregadas.

Segundo sua própria mãe, Jandira recorreu ao aborto por medo de perder seu emprego. Já Elisângela, que era mãe de três filhos, decidiu pelo aborto porque perderia oportunidades de emprego caso se mantivesse grávida. Em ambos os casos, a tragédia do aborto clandestino revela mais uma face da realidade feminina no Brasil, que é a estigmatização da profissional grávida e a falta de oportunidades oferecidas a trabalhadoras que engravidam.

Embora as leis trabalhistas prevejam direitos às gestantes, a cultura machista do Brasil pisa constantemente em cima dessas garantias legais. É por isso que muitas mulheres, assim como Jandira e Elisângela, temem por suas carreiras e empregos quando engravidam. A verdade é que o machismo se esconde facilmente por trás desse quadro, especialmente em uma cultura de exploração, que usa ameaças e chantagens contra funcionárias – muitas das quais acabam não buscando seus direitos por medo de serem “queimadas” no mercado de trabalho. Continua. Fonte: Revista Forum.

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Primeira ramancista brasileira, Maria Firmina dos Reis sofreu muito preconceito

Maria Firmina dos Reis

Este ano, comemoram-se 190 anos de nascimento da escritora maranhense Maria Firmina dos Reis, apontada como a primeira romancista brasileira. Durante muito tempo, sua produção foi ignorada em detrimento de escritoras como a potiguar Nísia Floresta (1810-1885), nome importante na luta feminista, e a paulista Teresa Margarida da Silva e Orta (1711-1793), considerada a primeira mulher a escrever ficção no Brasil, fato contestável porque ela viveu a maior parte de sua vida em Portugal. Firmina é pioneira, porém, por ter conseguido publicar seus romances autonomamente, não sem esforço, além de atuar no magistério, tendo sido responsável inclusive pela inauguração de uma escola mista e gratuita no Maranhão, o que causou grande polêmica na época. Continua. Fonte: Homo Literatus

 

 

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Estupro: até quando a vítima será a culpada?

Para 65% dos brasileiros, mulher de roupa curta merece ser atacada, revela Ipea

A maioria dos brasileiros concorda com a ideia de que marido que bate na esposa deve ir para a cadeia, revela pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 27, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Batizado de Sistema de Indicadores de Percepção Social (SIPS), o trabalho se baseou na entrevista de 3.810 pessoas, residentes em 212 municípios no período entre maio e junho do ano passado.

A pesquisa mostra que 91% dos entrevistados concordam total ou parcialmente com a prisão dos maridos que batem em suas esposas. O estudo alerta, no entanto, que é prematuro concluir, com bases nesses dados, que a sociedade brasileira tem pouca tolerância à violência contra a mulher. “Há uma ambiguidade do discurso”, afirmam os autores. Veja mais: JusBrasil.

 

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De catadora de lixo a escritora aclamada: Carolina Maria de Jesus

“Não digam que fui rebotalho,
que vivi à margem da vida.
Digam que eu procurava trabalho,
mas fui sempre preterida.
Digam ao povo brasileiro
que meu sonho era ser escritora,
mas eu não tinha dinheiro
para pagar uma editora.”

Carolina de Jesus, que faria 100 anos em 2014.

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40 frases clássicas de mulheres célebres

 40 frases clássicas de mulheres célebres

Recentemente publicamos uma seleção com 50 frases clássicas de autores célebres. Embora a seleção tenha contemplado escritores de díspares perfis, nacionalidades e épocas, alguns leitores questionaram o fato de apenas três mulheres fazerem parte da seleção. Diante da indagação, fizemos uma nova versão da lista, desta vez incluindo apenas escritoras. A autenticidade de cada frase foi checada para não incorrer nos risco das falsas atribuições em meio a profusão de textos apócrifos e equívocos relativos à autoria. Além de frases fictícias,  que foram emprestadas às personagens e obras por intermédio de suas criadoras, há também frases retiradas de entrevistas e textos ensaísticos.

Não pode ser seu amigo quem exige seu silêncio.
(Alice Walker)

Porque amei a vida, não terei nenhuma tristeza ao morrer.
(Amelia Burr)

Ajusto-me a mim, não ao mundo.
(Anaïs Nin)

Continua. Fonte: Revista Bula.

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40 escritoras para ler antes de morrer

40 escritoras para ler antes de morrer

A literatura é um espaço predominantemente branco, masculino e hétero. As listas de leitura obrigatória das escolas e de livros premiados são uma amostra de como mulheres escritoras são desvalorizadas pelas editoras e às vezes pelos próprios leitores. Clarice Lispector e Cecília Meireles, por exemplo, são os poucos nomes femininos que aparecem listados.

Como mulheres sequer são vistas como sujeito, a literatura escrita por elas é muitas vezes definida como “livros para mulheres”, como se mulheres não fossem capazes de escrever livros tão bons e interessantes como homens e como se o que é escrito por mulher não fosse digno de atenção da ala masculina. J. K. Rowling, autora da saga Harry Potter e do livro “A morte súbita”, recebeu o conselho da editora de usar suas iniciais para assinar seus livros para que assim eles também atraíssem a atenção masculina e vendessem mais. Continua. Fonte: Revista Forum.

 

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Mulheres planejam mais as finanças do que homens, diz Black Rock

As mulheres estão mais preocupadas do que os homens em relação às necessidades financeiras imediatas. Elas também são mais propensas a montar um planejamento eficaz para a aposentadoria. Essas são as principais conclusões do Global Investor Pulse Survey, pesquisa desenvolvida pela gestora de investimentos Black Rock no mês de março com 17.567 pessoas de 12 países, entre eles, Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França e Alemanha.

Na linha da preocupação com o orçamento familiar, as mulheres costumam se focar no controle das despesas diárias, por meio de poupança e redução das dívidas. Quando perguntados sobre o que fariam se recebem um dinheiro extra no mês, equivalente a US$ 200, 45% das mulheres ouvidas disseram que guardariam a quantia, contra 38% dos homens. O pagamento de dívidas foi o segundo item listado pelas mulheres, com 28%, enquanto 23% dos homens entrevistados citaram essa preocupação. O menor percentual ficou para gastos com os filhos — 15% no caso das mulheres, contra 11% dos homens.

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