Arquivo do dia: 14/09/2014

“…o maior defeito deste livro és tu, leitor…

Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direta e nutrida, o estilo regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda, andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem… ” Machado de Assis, em “Memórias póstumas de Brás Cubas”

Obra completa disponível em http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp

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Arquivado em Literatura, Livros, Língua Portuguesa

Artigo: ‘Uma manhã rara na biblioteca’, por Laurentino Gomes

Nas últimas duas décadas tenho frequentado algumas bibliotecas famosas em busca de fontes para meus livros. Nada, porém, se comparou à sensação de cruzar o portão daquela casa da Rua Princesa Isabel, no bairro do Brooklin, em São Paulo. Frequentei a Biblioteca Mindlin uma dezena de vezes no final de 2006, um ano antes da publicação do meu primeiro livro “1808”. Minhas visitas eram sempre pela manhã. A biblioteca estava situada nos fundos, junto ao muro coberto de heras — uma construção moderna, de linhas discretas, em dois andares, sombreada por uma jabuticabeira. Ao abrir a porta, sentia-se o cheiro suave e inconfundível dos livros antigos.

Lá dentro imperava um silêncio religioso, quebrado de vez em quando pela voz das “três graças”, como Mindlin se referia às três mulheres que guardavam sua biblioteca. Cristina Antunes era responsável pela catalogação. Rosana Gonçalves respondia pelo acervo de periódicos e de fotografias. Elisa Nasarian cuidava dos arquivos de terceiros, da correspondência e da agenda de Mindlin.

Em uma daquelas visitas, sentei-me à mesa situada ao pé da escada que levava ao segundo andar. Cristina me trouxe um raríssimo livro de 1808, escrito por Manuel Vieira da Silva, médico e conselheiro particular de D. João VI. Entre as folhas amareladas pelo tempo, um bilhete ajudava a entender o valor da obra: “Primeiro tratado de Medicina publicado no Brasil: de grande valor bibliográfico”. Era uma anotação de Rubens Borba de Moraes, parceiro de 40 anos de Mindlin na arte de colecionar. Na estante situada à minha esquerda havia um quadro com uma dedicatória: “Guita para José como prova de muito amor”. Era o projeto arquitetônico da biblioteca, que Mindlin ganhara da mulher, Guita, de aniversário, em 1983. Foram parceiros e cúmplices na paixão pelos livros a vida toda. Guita morreu em junho de 2006. E, desde então, ele nunca mais foi o mesmo.

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Arquivado em Ciência da Informação: Biblioteconomia e arquivologia

“100 coisas que todo trabalhador deve saber” nº 017: trabalho noturno urbano

Foto: #100coisas  |  17ª coisa que todo trabalhador deve saber:<br />
A Constituição Federal, no seu artigo 7º, inciso IX, estabelece que a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno.Fonte: CSJT.

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Dez razões pelas quais a criança não deve ter a obrigação de trabalhar

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14/09/2014 · 9:30