Arquivo do dia: 18/08/2014

A arte perdida de ler um texto até o fim

 A internet é um banquete de informações, mas só aguentamos as primeiras garfadas. Por Danilo Venticinque.

Abandonar um texto logo nas primeiras linhas é um direito inalienável de qualquer leitor. Talvez você nem esteja lendo esta linha: ao ver que a primeira frase deste texto era uma obviedade, nada mais natural do que clicar em outra aba do navegador e conferir a tabela da copa. Ou talvez você tenha perseverado e seguido até aqui. Mesmo assim eu não comemoraria. É muito provável que você desista agora. A passagem para o segundo parágrafo é o que separa os fortes dos fracos.

A internet é um enorme banquete de informações, mas estamos todos fartos. Não aguentamos mais do que as duas ou três primeiras garfadas de cada prato. Ler um texto até as últimas linhas é uma arte perdida. No passado, quem desejasse esconder um segredo num texto precisava criar códigos sofisticados de linguagem para que só os iniciados decifrassem o enigma. Hoje a vida ficou mais fácil. Quer preservar um segredo? Esconda-o na última frase de um texto – esse território selvagem, raramente explorado.

Lembro-me que, no Enem do ano retrasado, um aluno escreveu um trecho do hino de seu time favorito no meio da redação. Tirou a nota 500 (de 1000), foi descoberto pela imprensa e virou motivo de chacota nacional. Era um mau aluno, claro. Se fosse mais estudioso, teria aprendido que o fim da redação é o melhor lugar para escrever impunemente uma frase de um hino de futebol. Se fizesse isso, provavelmente tiraria a nota máxima e jamais seria descoberto. Continue. Fonte: Época.


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Imigrantes haitianos e africanos são explorados em carvoarias e frigoríficos

O Haitiano Ivon Belisarie na carvoaria: trabalho degradante e quilos a menos – Fernando Donasci / O Globo

O suor que escorre pelo rosto se junta à poeira negra do carvão e tinge a face e os braços de Ivon Belisarie. A fuligem avermelha seus olhos. Desde que chegou ao Brasil, há dois anos e meio, de segunda a sábado, das 8h às 17h, o imigrante haitiano corta madeira, abastece fornos que produzem carvão vegetal e ensaca o produto que será enviado a centros urbanos do país, numa carvoaria em Maringá (PR). Ele não se senta um minuto. Emagreceu tanto que está abaixo do peso.

No terremoto de 2010, além de nove parentes, Ivon perdeu o patrão, um empresário haitiano do ramo de arroz para quem trabalhava como motorista havia 15 anos. Percebeu então que a permanência no Haiti ficara inviável. Trocou o conforto do ar-condicionado de veículos esportivos pelo calor, a poeira negra e a insalubridade da carvoaria. E a companhia ruidosa dos filhos pela solidão de sequer ter dinheiro para telefonar para casa.

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Trabalho escravo: Prazos para pedir seguro-desemprego são ilegais, diz Justiça Federal

Por regra, os trabalhadores resgatados de trabalho análogo à escravidão têm prazo menor para pedir o seguro-desemprego que os demitidos sem justa causa. Mas essa contradição, prevista em duas normas do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo do Trabalhador (CodeFAT), caíram no último dia 4 de agosto. Pelo menos por enquanto, todos os prazos para requerer o benefício estão suspensos.

Em primeiro grau, a Justiça Federal entendeu que são ilegais os prazos fixados nos artigos 14º e 7º, respectivamente, das Resoluções 467/2005 e 306/2002 do CodeFAT. Portanto, cumpridos os demais requisitos, a União deve se abster, em todo o território nacional, de indeferir pedidos de seguro-desemprego com base na intempestividade do requerimento, sob pena de multa. A determinação partiu da 4ª Vara Federal de Porto Alegre, ao julgar procedente Ação Civil Pública, em sentença.

O Ministério Público Federal alegou que a lei que instituiu o benefício não estabeleceu data limite para sua solicitação. E informou que, pela determinação do CodeFAT, o trabalhador que teve o contrato rescindido tem 120 dias para ingressar com o pedido, enquanto o que foi resgatado de situação análoga à de escravo tem 90 dias. O MPF argumentou que se trata de um direito fundamental e que os efeitos da decisão não devem ficar limitados aos estados da Região Sul. Continua. Fonte: Conjur.

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Parte de aluguel de bem de família pode ser penhorada, decide TRT-3

É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a terceiros, desde que a renda da locação seja usada para o sustento de sua família. É o que dita a Súmula 486 do Superior Tribunal de Justiça. Para a 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), no entanto, se apenas parte do dinheiro do aluguel for usada para subsistência, o restante ainda pode ser confiscado.

No caso, o juízo de primeiro grau havia determinado a desconstituição da penhora de um imóvel, único registrado em nome da executada, alugado para terceiros. O relator da ação no TRT-3, desembargador Paulo Chaves Corrêa Filho, aplicou outra tese e modificou a sentença. Continua. Fonte: Conjur.

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Revista LTr nº 07/2014

Encontra-se disponível na Biblioteca do MPT/RN. Veja sumário.

LTr 07.140001

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Nova versão do PJe da Justiça Trabalhista contará com funcionalidades para pessoas com deficiência

A nova versão do processo judicial eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT), que deve entrar em operação nos próximos meses, dará início à adequação do sistema aos padrões internacionais de acessibilidade (Web Content Accessibility Guidelines – WCAG). O foco inicial foi dado à interface externa, usada por advogados e servidores do Judiciário. Com as mudanças, deficientes visuais poderão peticionar, cadastrar advogados e acompanhar movimentações de processos, entre outras funcionalidades.

A novidade foi um dos principais pontos discutidos na última reunião da Comissão Permanente de Acessibilidade do Pje-JT, realizada no dia 5/8 no Tribunal Superior do Trabalho. “Desenvolvemos novas funcionalidades para garantir o efetivo ingresso dos deficientes ao processo eletrônico, afirma a desembargadora Ana Paula Pellegrina Lockmann, coordenadora nacional do PJe-JT. “O foco foi o acesso pelo teclado. Essas modificações estão em fase de homologação e estarão prontas junto com a próxima versão”. Continua. Fonte: TST.

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Em Natal, rodoviários paralisam atividades para cobrar mais segurança para categoria

Após a morte de um motorista de ônibus durante tentativa de assalto na noite de sexta-feira (15), o Sindicato dos Rodoviários do Rio Grande do Norte (Sintro/RN) ordenou uma paralisação total da categoria na manhã de ontem (16).

Assim que os ônibus começaram a circular, nas primeiras horas do sábado, a entidade sindical iniciou as convocações para que os motoristas conduzissem os veículos até pontos estratégicos da cidade, em forma de protesto pela falta de segurança. Continua. Fonte: Novo Jornal

 

Veja mais

Natal tem média de 70 assaltos a ônibus por mês, diz Sintro. Fonte: Tribuna do Norte.

Bandidos venceram de novo: rodoviários se revoltam após assassinato de motorista. Fonte: Jornal de Hoje.

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Hora extra: o empregado pode recusar-se a trabalhar horas extras?

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a recusa será legítima, salvo em caso de força maior ou dentro de limites estritos, quando a necessidade for imperativa. Para que o empregador possa, quando legitimamente exigir trabalho em horas suplementares, deverá haver acordo escrito entre as partes ou norma coletiva. Link: http://portal.mte.gov.br/ouvidoria/horas-extras.htm

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Humor Bibliotecário

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18/08/2014 · 9:00