Brasil: escravidão e migração deitaram as raízes de trabalho infantil doméstico

Ilustração de Debret mostra organização de família escravocrata durante o período colonial.

“Estamos de muda para Recife; preciso de um menino para mandados e para sair com Magalhães a fazer compras e alguns servicinhos em casa, coisas ligeiras e leves. Em troca disso, ensinarei a ler, escrever e contar. E, se tiver cabeça, podemos colocá-lo no colégio. (…) É uma oportunidade que dou a todos, de coração, em benefício dessa criança. Aceitam?”

Já se passaram mais de cem anos desde que o pequeno Gregório Bezerra, um político brasileiro, membro do Partido Comunista Brasileiro, escutou esse convite no interior pernambucano. O ano era 1910 e, com apenas dez anos, o menino seria separado de sua família e entraria na casa de desconhecidos, numa cidade estranha.

Mesmo após mais de um século, essa incômoda realidade persiste. A coordenadora do Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção do Trabalhador Adolescente de Roraima, Ana Alice Monteiro, relata que na capital Boa Vista é comum crianças e adolescentes trabalhando como domésticos: “eles vêm do interior, não recebem salário nem nada, é só um dinheirinho, uma roupinha, uma coisa assim”. Continua na fonte: Portal Aprendiz

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