Arquivo do dia: 18/05/2013

Musicoteca: acervo digital de música independente

por Diego Machado | Arquivo Metal CWB

São inúmeras as plataformas, perfis de redes sociais, blogs, entre outros meios de divulgação que cedem espaço personalizado para bandas e artistas compartilharem seus trabalhos. A maioria desses espaços tem como foco a interação com o público e a disseminação de conteúdo desses artistas.
Com o grande número de possibilidades, no que diz respeito ao compartilhamento de conteúdo musical na web e os recorrentes hábitos de navegação, que de certa forma, moldam estas plataformas, uma parte desse público que é aficionado por conhecer novas bandas e artistas se depara constantemente com conteúdo raso e muitas vezes genérico, características que ditam o padrão de meios massivos de divulgação.
Não vem ao caso criticar estas plataformas que cedem espaço para divulgação ou discutir se estas determinam hábitos de consumo de cultura, este post pretende mostrar que existem outros espaços de divulgação em que o usuário pode conhecer bandas novas, sua trajetória, principais influencias e seu trabalho, ou seja ter um conteúdo aprofundado sobre o meio independente.
Fica como sugestão o site MUSICOTECA. O site reúne um verdadeiro acervo digital de obras de artistas independentes de todos os estilos. O site integra imagens, resenha, releases, integra vídeos do youtube, enfim dá ao usuário a possibilidade de contato com um vasto conteúdo de vários artistas independentes.
Artistas podem mandar seu conteúdo em mídia física (CD) para o endereço de correspondência do site, após a análise do material o conteúdo poderá ser publicado.
Além de informações completas sobre as bandas divulgadas no site, o internauta a partir do momento que cria uma conta no site, poderá fazer download das faixas disponíveis e terá acesso às colunas disponíveis no site.
Para conhecer acesse: www.amusicoteca.com.br. Fonte: Pesquisa Mundi

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Livros devem circular, livros devem ficar vivos, por John Milton

Palavras inspiradoras para começar a semana e que alertam: “matar um livro, é como matar um homem” O que eu poderia dizer de aprisioná-los? Livros devem circular.

De John Milton, em Areopagitica, um discurso pela liberdade de imprensa:

Não nego que seja do maior interesse, tanto para a igreja como para a república, vigiar com muita atenção a conduta dos livros tal como a dos homens; e em seguida, retê-los, aprisioná-los e puni-los com o maior rigor, como a malfeitores. Porque os livros não são coisas absolutamente mortas; têm em si um princípio de vida tão ativo quanto a alma de que são provenientes; e até mesmo conservam, como em um frasco, a força e a essência mais puras da mente viva donde saíram. Sei que são tão cheios de vida e tão vigorosamente fecundos quanto os dentes do dragão da fábula: se forem semeados aqui e acolá, talvez saiam deles homens armados. Por outro lado, entretanto, a menos que isso seja feito com prudência, destruir um bom livro é quase matar um homem; e quem quer que mate um homem, mata uma criatura dotada de razão, ou seja, a imagem de Deus; mas quem querque destrua um bom livro, mata a própria razão, mata a imagem de Deus, como quem dá um golpe num olho. A vida de muitos homens é uma carga para a terra; mas um bom livro é o sangue precioso do espírito superior, embalsamado e cuidadosamente conservado para uma vida além da vida. Para dizer a verdade, não há século capaz de restaurar uma vida cujo desaparecimento não constitui, talvez, grande perda; e, na sucessão das idades, é raro ter sido reparada a perda duma verdade rejeitada, cuja ausência é prejudicial a nações inteiras. Deveríamos, pois, mostrar maior prudência em nossas críticas em relação aos trabalhos vivos dos homens públicos; em nossa maneira de dissipar esse suco vital da experiência humana, que é conservado e armazenado nos livros, porque vemos que se pode cometer assim uma espécie de homicídio, expor ao martírio e, em se tratando da totalidade de exemplares impressos, chegar a uma espécie de massacre, cujo efeito não é destruir uma vida elementar, mas que fere essa quintessência etérea, o sopro da própria razão, e que aniquila, mais do que uma existência, uma imortalidade.

Esse trecho foi retirado de um discurso feito em 1644 por John Milton, autor de Paraíso Perdido, para a Suprema Corte Inglesa. O texto é considerado um dos fundamentos da liberdade de expressão no ocidente. Fonte: Oficina de livros

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