Arquivo do dia: 25/04/2013

A redenção pela leitura

Designado para o comando de uma biblioteca pública em plena favela de Manguinhos, há dois anos, o geógrafo Alexandre Pimentel sabia que teria uma aventura e tanto pela frente. O programa de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), empreendido pela Secretaria de Segurança Pública, ainda não havia chegado por lá e o complexo de casebres era dominado por traficantes ? uma ameaça real aos funcionários e ao amplo prédio de 2 300 metros quadrados, com 27 000 livros e 62 computadores para navegação na internet. Mesmo assim, Pimentel nunca temeu roubos nem invasões. Sua estratégia foi manter as portas abertas e receber bem quem buscava as atividades culturais e o acervo oferecidos pela instituição, parte de um conjunto que hoje agrega um colégio estadual, um centro poliesportivo, uma UPA, uma clínica da família e, mais recentemente, a UPP local. Um sinal claro de que essa “ocupação de território” foi bem-sucedida é a respeitosa reverência com que os moradores do lugar tratam os funcionários e as instalações. Com equipamentos e mobiliário intactos, trata-se do mais perfeito exemplo de organização em meio ao caos. “Eu sempre acreditei no poder civilizador dos livros, e esta biblioteca é a prova disso”, diz Pimentel.

Próximo à linha férrea, o edifício de Manguinhos surgiu como a primeira unidade de um ambicioso projeto que implantará outras doze parecidas no estado. Rocinha e Niterói já ganharam seus templos do saber. Em outubro será a vez do Complexo do Alemão. Estão previstas ainda bibliotecas em áreas como Mangueira e Cidade de Deus. (continua) Fonte: Brasil que Lê

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Teoria do risco da atividade garante indenização a torneiro mecânico acidentado

 A Subseção 1 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve decisão que condenou a Sidor Indústria e Comércio Ltda., de São Paulo, a indenizar um torneiro mecânico que teve um dedo amputado em acidente de trabalho. O entendimento da maioria dos ministros foi o de que a atividade de torneiro mecânico é de risco, dispensando a comprovação de culpa da empresa pelo acidente que causou a amputação.

A Sidor, condenada pela Sexta Turma do TST a pagar R$ 5 mil ao operário a título de indenização por dano moral, recorreu à SDI-1 argumentando que, nos termos do artigo 7º, inciso XXVIII, da Constituição da República, só haveria obrigação de reparar o dano se o acidente fosse resultado de procedimento doloso ou culposo de sua parte, o que não teria ocorrido no caso. Para a empresa, não caberia a aplicação da responsabilidade objetiva (que independe de culpa) pelo risco da atividade. (continua) Fonte: TST

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Aqui, até a cadeira é leitora

Fonte: Bienal do Livro de São Paulo

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