Arquivo do dia: 20/04/2013

Direito & Literatura: A Casa de Vidro, conto do escritor mineiro Ivan Ângelo

Direito e Literatura: do Fato à Ficção é um programa de televisão apresentado pelo procurador de Justiça do Rio Grande do Sul e professor da Unisinos Lenio Streck, no qual se discute, com convidados, uma obra literária e seu diálogo com o Direito. A obra abordada nesta edição é o conto A Casa de Vidro, do escritor mineiro Ivan Ângelo. Participaram do debate Marcelo Cattoni, professor de Direito da UFMG, e Henriete Karam, professora de Letras da FAE.   Clique aqui para assistir. Fonte: Conjur

Lenio Streck

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Leitura terapêutica

Biblioterapia clínica recomenda livros para aliviar sintomas decorrentes de tratamentos de saúde, como angústia, solidão e insônia

A leitura engrandece a alma, escreveu uma vez Voltaire. A frase do pensador iluminista mostra o potencial do livro para agregar conhecimento, abrir portas para a imaginação e servir de refúgio para os problemas diários. Entusiastas de biblioteca defendem que ler tem poderes mágicos e pode ajudar a curar. A realidade não está muito longe disso. Médicos e psicólogos indicam a leitura para aliviar sintomas de diversas patologias. A prática recebe o nome de biblioterapia clínica, definida como a recomendação de livros para aliviar angústias pessoais, estimular emoções, promover o diálogo e ajudar pessoas com insônia.

“A biblioterapia mostra um cuidado com o ser humano, que se manifesta ao ler, narrar ou dramatizar histórias”, diz a professora Clarice Caldin, do departamento de Ciências da Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista no tema, ela explica que as narrativas literárias buscam proporcionar a catarse, considerada por alguns autores como uma purificação do corpo e da mente.

Por meio da leitura, as pessoas podem se identificar com personagens ficcionais, refletindo suas próprias atitudes. “O objetivo da biblioterapia é favorecer a expressão dos pensamentos aflitivos, como uma descarga emocional, uma purgação”, observa. (continua) Fonte: Gazeta do Povo

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Sem pressa, por Márcia Tiburi

Ilustração: Rafa Camargo

Seu Paulo está internado há meses devido às crises de demência senil. Hoje chamam de alzaimer. Antigamente chamava-se caduquice. Seu Paulo poderia estar simplesmente caduco, mas não se interessa mais por definições. Não quer saber de nada. Jogou o guarda-chuva na faxineira. Chamou-a de gorda. Agora dá cantadas nas enfermeiras da clínica, nas filhas e netas a quem diz: “Você me deixa louco”. Para seu Paulo todos são simplesmente desconhecidos.

*

Nossos avós caducavam, os avós dos outros também. Um dia, nós caducaríamos, então era melhor não rir do que diziam, para evitar sobre nós o riso futuro. Ficar caduco não era nada desejável. Um velho caduco era um tipo de louco, só que menos curioso. Por isso, dona Lúcia rezava todas as noites para morrer dormindo antes de esquecer como se rezava. (continue lendo) Fonte: Vida Breve

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