Arquivo do dia: 02/10/2012

Dicas de português: verbo “viger”

 Todos o amam. Todos o querem. Mas poucos o respeitam. Sem cerimônia, mudam-lhe a conjugação. Trata-se do verbo viger. Advogados, jornalistas, ministros, estudantes não o poupam. Flexionam-no como se pertencesse à 3ª conjugação. Ele esperneia. Em vão.

 O nome do verbo

 Vigir não existe. A forma é vig e r:O novo salário vai viger a partir de maio. A lei não pode ser aplicada porque ainda não vige. Em que período a lei vigeu?Essa lei vigeu poucos meses.Sei que o decreto não vige, não vigeu e nunca vigerá.

 Intolerância

 Viger tem um defeitão. É intolerante. Detesta o a e o o . Resultado: só se conjuga nas formas em que essas vogais não aparecem depois do g . A 1ª pessoa do singular do presente do indicativo (eu vigo) não tem vez. Nem o presente do subjuntivo. Que eu viga? Uhhhhh!

 Nas demais, ele é regular. Conjuga-se como vive r: ele vive (vige), vivemos (vigemos), vivem (vigem); vivi (vigi), viveu (vigeu), vivemos (vigemos), viveram (vigeram); vivia (vigia); viveriam (vigeriam). Nas demais, ele é regular. Conjuga-se como viver:

 Troca-troca

 Complicado? A língua oferece mil outras possibilidades. Deixe o viger pra lá. Parta pra outra. Que tal vigorar? Ou entrar em vigor? O novo salário vai vigorar a partir de maio. O novo salário vai entrar em vigor em maio. A lei não pode ser aplicada porque ainda não vigora.A lei não pode ser aplicada porque ainda não entrou em vigor.Em que período a lei vigorou? Em que período a lei esteve em vigor?Sei que o decreto não vigora, não vigorou e nunca vigorará.Sei que o decreto não está em vigor, nunca esteve e nunca estará.

 Teste

A frase certinha da silva é esta:

 a. A lei vigiu durante 20 anos.

b. A lei vigeu durante 20 anos. 

A resposta? É a letra b , não?

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As amizades e os livros do bibliófilo Edson Nery da Fonseca

O carrilhão mais sonoro de Olinda é o da Basílica de São Bento. Quando anuncia 18 horas, o bibliotecário Edson Nery da Fonseca pede licença e põe-se a rezar – primeiro, o Angelus; depois, “Ubiquidade”, um poema de Manuel Bandeira:

 Estás em tudo que penso

Estás em quanto imagino:

Estás no horizonte imenso,

Estás no grão pequenino.

[…] 

Ele recita a oração e o poema na mesma cadência. “Quando rezo esse poema, penso em Deus”, emenda.

Edson Nery da Fonseca é um dos bibliotecários mais conceituados do país. É também bibliófilo e “bibliósofo”, como o chamava o amigo e intelectual Antônio Houaiss, para dizer que ele não só atua na profissão como também pensa sobre ela. Na casa de Nery, porém, quase não há livros. Uma biografia do pensador renascentista francês Michel de Montaigne repousa na estante, o segundo tomo da História de Antônio Vieira, de João Lúcio de Azevedo, está ao alcance da mão, numa escrivaninha ao lado da poltrona de couro marrom da sala.

No chão da casa estão marcados os sinais das estantes que outrora ocupavam toda uma parede da sala, o corredor e parte da cozinha, nas quais Nery guardava 11 700 livros. Em 2001, ele vendeu a coleção ao empresário Ricardo Brennand. A biblioteca agora está em um castelo de estilo medieval na região da Várzea, no Recife. (continue lendo) Fonte: Revista Piauí

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Como 8 países combatem os desafios no mercado de trabalho

Uma pesquisa do Banco Mundial apontou como os principais desafios no campo do emprego foram ou estão sendo superados em diferentes países e escolheu o Brasil como exemplo sobre como lidar com a informalidade.

O Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2013 estudou as principais características do mercado de trabalho em todo mundo e mostrou como alguns países foram bem sucedidos em medidas para superar seus principais desafios na área.

O Brasil foi destaque por exercer políticas de simplificação nas regras de formalização e implantar benefícios sobre contribuição de empreendedores individuais. Um estudo divulgado em agosto pelo Sebrae já havia apontado outros resultados positivos das medidas de formalização. Segundo a pesquisa, 55% dos empreendedores que já tinham um negócio e formalizaram sua empresa declararam ter tido aumento no faturamento da empresa após o registro. (continua) Fonte: Exame

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Só 37% dos brasileiros costumam ler para as crianças

Apesar de terem tido pouco contato com os livros na infância, 96% dos brasileiros consideram importante ou muito importante o incentivo à leitura para crianças pequenas, de até 5 anos – mas apenas 37% costumam ler livros ou histórias para elas. Esse é o resultado de uma pesquisa da Fundação Itaú Social que será anunciada nesta terça-feira em São Paulo.

Para o levantamento, o instituto Datafolha ouviu, no início de agosto, 2.074 pessoas com mais de 16 anos de idade em 133 municípios de todo o País. Os entrevistados também foram questionados acerca de sua experiência pessoal de leitura, quando crianças, além de seu atual hábito de leitura para crianças de seu círculo de convivência. (…)

Os números da pesquisa mostram que a população também compreende a importância. À pergunta “por quais razões você acha importante incentivar as crianças de até 5 anos a ter gosto pela leitura?”, as respostas foram consistentes: 54% citaram o desenvolvimento intelectual e cultural, isto é, que a leitura deixa mais inteligente e ajuda a desenvolver a capacidade de raciocínio, além de despertar a curiosidade. (continua) Fonte: R7 Notícias

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Trabalhadora de aviário receberá adicional de insalubridade

 Uma trabalhadora que realizava atividades em aviário fará jus a adicional de insalubridade. O contato com aves mortas e agentes biológicos tem sido considerado pela Subseção de Dissídios Individuais (SBDI-1) do TST como insalubre. E baseado nisso, a Sétima Turma não conheceu do recurso interposto pela Doux Frangosul S.A que tentava afastar a decisão proferida pelo TRT da 4ª Região.

Laudo pericial evidenciou a exposição contínua a agentes nocivos como detritos fecais, poeiras, penas, secreções sebáceas, restos epiteliais e aves mortas, prejudiciais às vias respiratórias dos trabalhadores. Classificou as atividades em grau médio de insalubridade e destacou que o uso de luvas e máscaras apenas minimizava o risco, “uma vez que os agentes infecciosos podem se locomover, percorrendo braços e outras partes do corpo.” O risco de infecção se agravava, uma vez que as fezes e urinas das aves eram retiradas do local apenas a cada 22 semanas. (continua) Fonte: TST

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“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” – Cora Coralina

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Trabalho infantil doméstico é o mais difícil de combater

Há poucos mecanismos de fiscalização para o trabalho doméstico infantil. “Sabemos do isolamento psicológico, submissão, que tem criança que acaba escravizada. Mas não podemos fiscalizar porque somos vedados de entrar nas residências”, afirma Deise Mácola, coordenadora da fiscalização do trabalho infantil na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Pará.

As poucas denúncias sobre trabalho infantil doméstico recebidas por Deise são encaminhadas ao Ministério Público do Trabalho, que tem autorização para entrar nas casas. Segundo o procurador Rafael Marques, que coordena essas fiscalizações, as famílias flagradas reagem sempre com surpresa. “Eles se assustam, entendem que estavam fazendo um bem por dar teto e comida à criança”, afirma. Nas entrevistas com as vítimas, porém, o procurador ouve relatos de humilhação, isolamento, violência e até assédio sexual.

A família flagrada por explorar trabalho infantil é obrigada a levar a criança de volta para a sua casa. Mas não há uma punição. A lei estabelece sanções para empresas, mas não para pessoas físicas. (continua) Fonte: Agência Brasil

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JTb Jornal Trabalhista Consulex nº1443 – 10/09/12

Encontra-se disponível na Biblioteca do MPT/RN. Veja sumário.

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Mecanismo de busca na internet identifica contexto, opinião e ajuda a prever o futuro

Inspirados pelas ideias propostas por um bibliotecário indiano há quase um século, uma equipe europeia desenvolveu um novo sistema de buscas para a internet que leva em conta fatores como opinião, contexto, tempo e localização.

A nova tecnologia, que promete chegar ao mercado rapidamente, consegue mostrar tendências na opinião pública sobre um determinado assunto, companhia ou pessoa, e como essa tendência muda com o tempo. (continua) Fonte:  Inovação Tecnológica

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Memória da Internet: arquivos digitais esbarram em ‘muralhas’ e direitos autorais

Uma das promessas não cumpridas da internet é de que haveria uma “revolução” da memória. Os conteúdos digitais ficariam imunes às intempéries do mundo físico, permitindo preservar para sempre as criações humanas, traduzidas em simples bits e bytes. Não funcionou.

Tudo o que vai parar no mundo digital é efêmero. A tecnologia renova-se, e os formatos ficam obsoletos. Universos inteiros de dados desaparecem ou ficam inacessíveis o tempo todo. Foi o que ocorreu com o Geocities, precursor das redes sociais. Em 1999, era o terceiro site mais acessado do planeta. Em 2009, deixou de existir (há um pouco dele no Internet Archive, mas muito se perdeu).

No Brasil, Caetano Veloso queixou-se no jornal “O Globo” sobre o tema. Seu blog Obra e Progresso, criado no processo de gravação do álbum “Zii e Zie”, sumiu também. Para alívio da situação (e dos fãs), parcelas do site estão no Internet Archive.

Só que o Internet Archive não resolve toda a questão. Grande parte dos conteúdos na rede hoje está atrás de “muralhas” fechadas, como o Facebook e outras redes sociais. O Internet Archive não entra ali. Só arquiva o que está aberto na rede.

Outro problema são os direitos autorais. Pela lei brasileira, preservar qualquer conteúdo requer autorização do autor e titulares.

Pela lei americana, essa autorização não é necessária. O Internet Archive pode armazenar tudo, desde que retire conteúdos específicos em caso de reclamações.

Há no Ministério da Cultura uma proposta para reformar nossa lei, autorizando o arquivamento. Até a sua aprovação, a chance de surgir um arquivo abrangente da rede no Brasil é zero.

Isso traz mais preocupações. Por exemplo, o Orkut. Apesar de muita gente torcer o nariz para o site hoje, ele é o mais rico e detalhado documento do período de 2004 a 2011 no Brasil. Registrou fenômenos como a ascensão da classe C, transformações no uso do português, além de inúmeros dramas pessoais.

Há muitos temas dos últimos anos visíveis pelo Orkut, preservados em registro microscópico. Mas basta uma decisão do Google para tudo ficar inacessível.

A Biblioteca do Congresso dos EUA já preserva a memória digital. Nossa Biblioteca Nacional deveria fazer o mesmo, a começar pelo Orkut.

A conclusão é simples. Se há algo importante para você armazenado na rede, vá lá e faça um back-up no seu computador. E não deixe para amanhã. Fonte: Folha de São Paulo

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