Arquivo do dia: 28/09/2012

Não leias para refutar ou contradizer, para aceitar ou aquiescer, , para perorar ou discursar, mas para ponderar e considerar. (…)

Da leitura
Não leias para refutar ou contradizer, para aceitar ou aquiescer, para perorar ou discursar, mas para ponderar e considerar. Certos livros devem ser provados; outros engolidos; uns poucos mastigados e digeridos. Quer dizer: devemos ler certos livros apenas parceladamente; outros incuriosamente, e uns poucos da primeira à última página, com diligência e atenção. Alguns livros podem mesmo ser lidos por terceiros, que nos farão deles um apanhado, mas isso somente no caso de assuntos desimportantes, e de livros medíocres, pois livros resumidos são como água destilada: insípidos.
O ler faz um homem completo, o conferir destro, o escrever exato. Bem por isso, se alguém escreve pouco, deve ter boa memória; se confere pouco, muita sagacidade; se lê pouco, muita manha para afetar saber o que não sabe.

– Francis Bacon, in “Ensaios Civis e Morais”

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NovoTermo de Rescisão de Contrato de Trabalho será obrigatório a partir de 1º de novembro

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com a Caixa Econômica Federal, realiza, na próxima segunda-feira (1º), às 15h, no auditório da Caixa, em São Paulo (SP), divulgação do novo modelo do Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho (TRCT). O evento contará com a participação do secretário de Relações do Trabalho, Messias Melo, e do gerente nacional de administração do FGTS na Caixa, Henrique José Santana. Eles apresentarão novidades e adequações necessárias para o novo modelo.

A mudança no documento se tornará obrigatória aos empregadores e trabalhadores a partir do dia 1º de novembro de 2012, conforme publicado no Diário Oficial da União (DOU), em 09 de julho de 2012.  

Para alertar sobre a mudança de prazo, a Secretaria de Relações do Trabalho e a Caixa firmarão, durante o evento, convênios com as centrais sindicais, entidades de classe dos contadores e empresas de folha de pagamento para que estas se utilizem dos canais de comunicação com suas afiliadas para orientar e divulgar os novos modelos do TRCT, alertando para a data limite para adequação dos empregadores ao documento. (continua) Fonte: MTE

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Editoras brasileiras não consideram eBook ameaça aos impressos

A Bienal do Livro Amazonas teve um bom sucesso. No evento foram tratados de diversos assuntos, entre eles o livro digital. Houve inclusive o lançamento de um acervo gratuito de mais de 100 eBooks com temática da região.

Na discussão geral entre editores e desenvolvedores, vale citar o trecho da reportagem do jornal A Crítica:

Uma unanimidade entre editores e escritores presentes na 1ª Bienal do Livro Amazonas é que o crescimento do espaço dos eBooks no mercado não ameaça a existência das tradicionais versões impressas. “Sou um apaixonado por estas novas tecnologias. Tenho dois aparelhos com centenas de livros em cada um e até escrevo algumas vezes neles. Acredito que há espaço para todos”, avaliou o amazonense Márcio Souza.

(…)

Creio que esse seja um pensamento bem maduro por parte do mercado brasileiro. Enquanto editoras de muitos países se arrancam os cabelos esperando o fim de seu negócio, o futuro totalmente digital e o término de seus negócios impressos, o Brasil já está conseguindo enxergar que há espaço para as duas mídias. Não há exclusão aqui, ao contrário, o digital pode aumentar o número de leitores no país e trazer mais ganhos à indústria.

(continua) Fonte: Blog da CBL do Livro Digital

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Direito & Literatura: A letra escarlate, do escritor Nathaniel Hawthorne

Direito e Literatura: do Fato à Ficção é um programa de televisão apresentado pelo procurador de Justiça do Rio Grande do Sul e professor da Unisinos Lenio Streck, onde se discute, com convidados, uma obra literária e seu diálogo com o Direito. A obra desta edição é A letra escarlate, de Nathaniel Hawthorne. Participam do debate Fernanda Bragato, professora de Direito da Unisinos, e Elaine Indrusiak, doutora em Letras e professora da Faculdade Senai de Tecnologia. Clique aqui e veja o programa. Fonte: Conjur

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Nova regra fixa critérios de segurança para tarefas exercidas a partir de dois metros acima do solo

Os trabalhadores que exercem atividades em alturas superiores a dois metros acima do solo passam a contar, a partir desta quinta-feira (27), com novas regras de proteção. A Norma Regulamentadora Nº 35, editada pelo do Ministério do Trabalho e Emprego, define os requisitos e medidas de segurança para este tipo de trabalho, bem como punições para quem desrespeitá-los, como a interdição da atividade empresarial e a aplicação de multa de R$ 402,23 a R$ 6.078,09 para os responsáveis.

 A medida foi publicada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho em março deste ano e determinou prazo de seis meses para que as empresas pudessem se adaptar às exigências. Veja a íntegra da NR 35

“A norma disciplina os itens de segurança e de saúde para os trabalhadores que executam tarefas desenvolvidas dois metros acima do solo”, explica o diretor do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, Rinaldo Marinho Costa Lima. “Dos 700 mil acidentes de trabalho registrados, anualmente, no Brasil, 40% têm como causa queda de alturas”, acrescenta. (continua) Fonte: MTE Blog do Trabalho

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Entrevista sobre o futuro da informação

Nessa entrevista ao programa Roda Viva, o historiador Robert Darton discute o avanço tecnológico, a disseminação, preservação e comercialização do conhecimento e a criação de bibliotecas digitais, dentre outros temas. Clique aqui par assistir. Fonte: Livros e Afins.

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Meio pão e um livro, discurso do poeta García Lorca

     
 Foto: Garcia Lorca con niña leyendo.

Discurso do poeta Federico García Lorca, na inauguração da biblioteca de sua cidade natal, “Fuente Vaqueros”, em Granada, Espanha, em setembro de 1931… Vale a pena ler até o final:

‘Medio pan y un libro’ (Meio pão e um livro)

“Quando alguém vai ao teatro, a um concerto ou mesmo a uma festa de qualquer índole que seja, se a festa é de seu agrado, imediatamente lembra e lamenta que as pessoas que ele ama não se encontrem ali. «Minha irmã e meu pai gostariam de estar aqui», pensa, e não desfruta mais do espetáculo, a não ser através de uma leve melancolia. Esta é a melancolia que eu sinto, não pela gente de minha casa, o que seria pequeno e ruim, mas por todas as criaturas que por falta de meios e por desgraça não desfrutam do supremo bem da beleza que é vida e bondade, serenidade e paixão.

Por isso nunca tenho um livro, porque presenteio todos que compro, que são numerosos, e por isso estou aqui honrado e contente em inaugurar esta biblioteca da cidadezinha, a primeira seguramente de toda a província de Granada.

Não só de pão vive o homem. Eu se tivesse fome e estivesse à míngua na rua não pediria um pão; pediria meio pão e um livro. E daqui eu ataco violentamente aos que somente falam de reivindicações econômicas sem jamais apontar as reivindicações culturais que é o que os povos pedem aos gritos. Bem está que todos os homens comam, porém que todos os homens saibam. Que desfrutem de todos os frutos do espírito humano porque o contrário seria convertê-los em máquinas a serviço do Estado, seria convertê-los em escravos de uma terrível organização social.

Eu tenho muito mais pena de um homem que quer saber e não pode, do que de um faminto. Porque um faminto pode acalmar sua fome facilmente com um pedaço de pão ou com umas frutas, porém um homem que tem ânsia de saber e não possui os meios, sofre uma terrível agonia porque são livros, livros, muitos livros o que necessita e onde estão estes livros?

Livros! Livros! Aqui está uma palavra mágica que equivale a dizer: «amor, amor», e que deveriam pedir os povos como pedem pão ou como desejam a chuva para suas colheitas. Quando o insigne escritor russo Fedor Dostoievski, pai da revolução russa muito mais que Lênin, estava prisioneiro na Sibéria, afastado do mundo, entre quatro paredes e cercado por desoladas planícies de neve infinita; e pedia socorro em carta a sua família distante, somente dizia: «Envia-me livros, livros, muitos livros para que minha alma não morra!». Tinha frio e não pedia fogo, tinha uma sede terrível e não pedia água: pedia livros, ou seja, horizontes, escadas para subir a montanha do espírito e do coração. Porque a agonia física, biológica, natural, de um corpo por fome, sede ou frio, dura pouco, muito pouco, mas a agonia da alma insatisfeita dura a vida inteira.

Já disse o grande Menéndez Pidal, um dos sábios mais verdadeiros da Europa, que o lema da República deve ser: «Cultura». Cultura porque somente através dela se pode resolver os problemas que hoje debate o povo, cheio de fé, porém falto de luz”.
– Setembro de 1931

Fonte: unisinos.br/ blogs/ biblioteca – (publicado em 25.05.2012)

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