Arquivo do dia: 06/07/2012

Fazendeiro indenizará mãe de trabalhador rural autônomo que morreu em acidente de trator

O trabalhador foi contratado para prestar serviços em um trator, no conserto da cerca de uma fazenda. Ao retornar do local, perdeu o controle do veículo, que tombou sobre ele, levando-o à morte. A mãe da vítima procurou a Justiça do Trabalho, pedindo o reconhecimento da relação de emprego do filho com o fazendeiro, além do pagamento de indenizações por danos morais e materiais. No entanto, a juíza de 1º Grau entendeu que o trabalho foi eventual e afastou o vínculo. Por outro lado, reconheceu a responsabilidade do fazendeiro no acidente e o condenou a pagar indenizações por danos morais, despesas com funeral e pensão mensal. O fazendeiro recorreu da sentença, mas a 4ª Turma do TRT-MG, por maioria de votos, manteve a decisão.  Fonte: TRT/3. veja mais

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Hopi Hari é condenado em R$ 500 mil por revista íntima de funcionários

O parque de diversões Hopi Hari, localizado em Vinhedo (SP), foi condenado pela Justiça do Trabalho de Jundiaí a pagar uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 500 mil por submeter seus funcionários à revista íntima, vistoria de armários, bolsas e outros pertences. As informações são do Ministério Público do Trabalho (MPT), órgão que moveu a ação. Fonte: G1. veja mais

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O Trabalho em Revista nº 358 – maio/2012

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Ato atentatório à dignidade da Justiça do Trabalho

A Telecomunicações de São Paulo S. A. – Telesp foi multada pela Justiça do Trabalho, em ação no qual foi condenada a pagar verbas trabalhistas a um empregado terceirizado, por não indicar, no prazo legal, bens à penhora para quitação do débito. Essa atitude é definida, no artigo 600 do Código de Processo Civil, como ato atentatório à dignidade da Justiça. A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu do recurso da empresa e manteve a multa. Fonte: TST. veja mais

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(In)segurança do trabalho (68)

Foto da galeria Vote na Imagem da Edição 248 - Agosto/2012
foto: Revista Proteção

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Crônica: De areia, por Luiz Fernando Verissimo

O homem estava caminhando na praia e passou por um garoto que fazia uma construção de areia. Parou para olhar. Lembrou-se do seu tempo de garoto, quando também gostava de fazer aquilo.

– Bonito, o seu castelo de areia – disse o homem para o garoto.

O garoto olhou para o homem. Depois falou:

– Não é castelo.

– O que é então?

– Condomínio fechado.

Mais tarde, no grupo que se reunia para um papo à beira-mar, todos mais ou menos da mesma idade, o homem contou que o que lhe parecera serem as torres do muro do castelo na verdade eram guaritas para os guardas do condomínio, segundo o garoto.

– Vejam vocês. Que fim levaram os castelos de areia da nossa infância?

– A realidade do garoto é essa – disse alguém. – No outro dia minha neta quis saber por que a Cinderela não deu o número do celular dela pro príncipe.

– O curioso é o pulo, de castelo para condomínio fechado. Do feudalismo para a paranoia contemporânea, sem etapas intermediárias.

Quinhentos anos de arquitetura ignorados.

– Mas os castelos feudais não deixavam de ser condomínios fechados.

E os condomínios fechados não deixam de ser fortalezas medievais.

– Portanto o garoto, na verdade, é um gênio da síntese.

No dia seguinte o homem avistou o garoto no mesmo lugar da praia. Viu com satisfação que ele dava os retoques finais na sua obra, fazendo escorrer areia molhada da mão nos pontos mais altos da sua construção. Talvez ele tivesse decidido a fazer um castelo, afinal. Castelos eram irresistíveis, seu fascínio atravessava o tempo e as gerações. O homem perguntou se o que o garoto estava fazendo era ornamentos para os torreões do castelo.

– Não – disse o garoto.

– O que é então?

– Antenas parabólicas.

O homem seguiu seu caminho, suspirando.

Fonte: O Estado de São Paulo

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